A cena e a narrativa como espaços de resistência em A prova de fogo, de Consuelo de Castro e As meninas, de Lygia Fagundes Telles

Autores

DOI:

https://doi.org/10.35699/2317-2096.2026.64345

Palavras-chave:

teatro, literatura, consuelo de castro, lygia fagundes telles

Resumo

Objetiva-se realizar uma análise comparada entre a peça teatral A prova de fogo (1968), de Consuelo de Castro, e o romance As meninas (1973), de Lygia Fagundes Telles, considerando, principalmente, os aspectos de política e resistência diante do endurecimento do regime na Ditadura Militar brasileira (1964-1985), além das especificidades de gênero no mesmo período. As obras, apesar de serem de gêneros distintos, aproximam-se em outros pontos, como: a narrativa intimista, o protagonismo feminino, a ficção como resistência política e os temas considerados contrários a uma visão conservadora de mundo. Ambas as produções trabalham com os aspectos da macro e da micropolítica, permitindo uma visão mais ampla e complexa do que aquela oferecida pela História Oficial que, muitas vezes, ignora vozes menos favorecidas, como as das mulheres. Para essa análise, utilizam-se, principalmente, os estudos de teóricos como Michelle Perrot, Jeanne Marie Gagnebin, Daniel Aarão Reis e Margareth Rago.

Biografia do Autor

  • Lisa Galvão Elisei, Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) | Belo Horizonte | MG | BR

    É doutoranda no programa de pós-graduação em Estudos Literários da Universidade Federal de Minas Gerais (PÓS-LIT/UFMG), e mestre pelo mesmo programa. Interessa-se por estudos de gênero, história e política nas literaturas brasileira e portuguesa. Analisa obras escritas por mulheres em contextos históricos de Ditadura militar brasileira e o Estado Novo em Portugal, bem como suas consequências contemporâneas. 

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Publicado

2026-10-02

Edição

Seção

Dossiê: Literatura, Teatro e Sociedade

Como Citar

A cena e a narrativa como espaços de resistência em A prova de fogo, de Consuelo de Castro e As meninas, de Lygia Fagundes Telles. (2026). Caligrama: Revista De Estudos Românicos, 31(3), 128-141. https://doi.org/10.35699/2317-2096.2026.64345