O canto como elaboração simbólica frente a violência em Hilda Peña, de Stevenson

Autores

DOI:

https://doi.org/10.35699/2317-2096.2026.65071

Palavras-chave:

canto mapuche, dramaturgia latino-americana, Stevenson, Hilda Peña

Resumo

Este estudo dedica-se a uma breve apresentação de Hilda Peña (2013), de Isidora Stevenson, abordando como os fios e fissuras desse texto, um complexo bordado de imagens, abrem caminhos para o diálogo sobre questões históricas e sociopolíticas que perpassam gênero, violência estatal, relações de poder, maternidade, solidão, morte e luto. Busca-se explorar a opção da autora em tratar a densidade de tais questões por meio de um monólogo estruturado em versos, formando cinco cantos. A narração das dores da personagem, expressas pela forma poética, confere ao texto uma musicalidade marcada por um tom de lamento íntimo. Referências à língua indígena e às imagens oníricas, particularmente presentes no primeiro e no quarto canto, estabelecem um diálogo com as produções poéticas e musicais de mulheres mapuches. A escolha do canto, imbuído de simbologia indígena como forma dramatúrgica, evidencia uma posição política de Stevenson frente às violências.

Biografia do Autor

  • Sabrina Moura, Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) | Belo Horizonte | MG | BR

    Doutoranda em Letras – Estudos Literários pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e mestre em Literatura Brasileira pela mesma instituição. É pesquisadora, escritora e gestora cultural, com trajetória nas áreas de literatura, teatro e economia criativa. 

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Publicado

2026-10-02

Edição

Seção

Dossiê: Literatura, Teatro e Sociedade

Como Citar

O canto como elaboração simbólica frente a violência em Hilda Peña, de Stevenson. (2026). Caligrama: Revista De Estudos Românicos, 31(3), 40-51. https://doi.org/10.35699/2317-2096.2026.65071