As formas de tratamento de Dom Quixote a Sancho Pança no Ǫuijote

cortesia, distância comunicativa e retomada de valores cavalheirescos

Autori

DOI:

https://doi.org/10.35699/2317-2096.2025.62563

Parole chiave:

formas de tratamento, Quijote, voseo, cortesia, distância comunicativa

Abstract

Ao ler Cervantes, observamos sua destreza em criar diálogos que se adaptam às variedades linguísticas características das diferentes esferas sociais repre- sentadas por seus personagens. O autor do Quijote, tão interessado pela linguagem de seu tempo, se preocupa, ao construir as interações de seus personagens, em adequar as formas de tratamento às várias dinâmicas conversacionais vigentes. Cervantes está entre os autores mais acionados para o estudo dos tratamentos no espanhol áureo. Tendo em conta o elevado número de estudos sobre o fenômeno que analisaram o Quijote, o presente trabalho busca investigar os motivos que levam Dom Quixote a substituir o tuteo habitual para se dirigir a Sancho Pança por modalidades voseantes em situações verificadas na primeira e segunda parte do Quijote, nos capítulos X-I; XX-I e XXX-I e XXVIII-II e LXIII-II. A partir de uma análise qualitativa dos dados, extraídos da edição crítica do Quijote do Instituto Cervantes (1997- 2025), foi possível ter uma amostra da influência que as situações comunicativas podem desempenhar sobre o uso das formas de tratamento. Com o presente estudo, verificou-se, nos capítulos XX-I, XXX-I e XXVIII-II, que o voseo é utilizado pelo cavaleiro com função “extra-estamental”, para marcar a posição social inferior de Sancho. Nos capítulos X-I e LXIII-II, por outro lado, o vos assume a função “intra-estamental”, característica do século XVI, uma vez que parece indicar cortesia e proximidade de Dom Quixote com seu escudeiro.

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Pubblicato

2026-03-30

Fascicolo

Sezione

Dossiê: Estudos diacrônicos

Come citare

As formas de tratamento de Dom Quixote a Sancho Pança no Ǫuijote: cortesia, distância comunicativa e retomada de valores cavalheirescos. (2026). Caligrama: Revista De Estudos Românicos, 30(3), 115-130. https://doi.org/10.35699/2317-2096.2025.62563