A paisagem e a casa
da porta para fora e da porta para dentro
DOI :
https://doi.org/10.35699/2237-549X..24474Mots-clés :
Paisagem, Casa, Fenomenologia, Arquitetura e UrbanismoRésumé
Este texto apresenta a casa como desveladora da paisagem, assumindo esta em sua natureza de experiência sensível do ser-no-mundo, não existindo senão em relação. De caráter pré-reflexivo e pertencente à ordem do sentir, a paisagem é experienciada pelo ser-no-mundo com seu corpo físico e sua historicidade, memórias, identidade, dentre outros aspectos que o levam a manifestar-se e relacionar-se com seu mundo-vivido de maneira única. A paisagem a que me refiro é, portanto, uma unidade sensorial que abarca a dimensão existencial do ser-no-mundo. Considerando que experiências são a matéria-prima constituinte do ser-no-mundo, compreendemos que a paisagem também participa dessa construção, além de configurar-se como uma expressão palpável da atuação do ser-no-mundo – há, portanto, uma construção recíproca, da qual a arquitetura e o desenho do tecido urbano são elementos importantes a tocar a dimensão existencial do ser-no-mundo.
Références
BACHELARD, Gaston. A poética do espaço. In: PESSANHA, José Américo Motta. (Org.). Os Pensadores – Bachelard. São Paulo: Abril Cultural, 1978. (p.181-349).
BARTALINI, Vladimir. Natureza, paisagem e cidade. Pós, São Paulo, v.20, n.33, p. 36-48, junho 2013.
BARTALINI, Vania. Natureza, espaço e paisagem como construções humanas. Paisagem Ambiente: Ensaios, São Paulo .39, p. 43-49, 2017.
BERQUE, Augustin. Paysage-empreinte, paysage-matric; eléments de problématique pour une géographie culturelle. L’espace géographique. 8 (1) : 33-34, 1984.
CORTÁZAR, Julio. Bestiário. Rio de Janeiro: Ed. Expressão e Cultura, 1971.
DARDEL, Eric. O Homem e a Terra: natureza da realidade geográfica. São Paulo: Perspectiva, 2011.
HEIDEGGER, Martin. Ensaios e conferências. 8 ed. Petrópolis: Vozes, 2012.
HOLZER, Werther. A Geografia Humanista – sua trajetória de 1950-1990. Londrina: Eduel, 2016.
HOLZER, Werther. Um estudo fenomenológico da paisagem e do lugar: a crônica dos viajantes no Brasil do século XVI. (Tese de doutorado - Departamento de Geografia/Universidade de São Paulo). São Paulo: 1998. 257p.
HOLZER, Werther. Augustin Berque: um trajeto pela paisagem. Espaço e Cultura, UERJ, Rio de Janeiro, n.17-18, p. 55-63, janeiro/dezembro 2004.
HOLZER, Werther. Mundo e lugar: ensaio de geografia fenomenológica. In: MARANDOLA, Eduardo; et al. (Orgs.). “Qual o espaço do lugar?”. São Paulo: Perspectiva, 2012. (p.281-304).
JEANNINE ANDRADE CARNEIRO, João Paulo. O conceito de pays e sua discussão na geografia francesa do XIX. Revista Geográfica de América Central, EGAL - Costa Rica, número Especial, p. 1-13, segundo semestre 2011.
MEINIG, Donald W. O olho que observa: dez versões da mesma cena. Espaço e Cultura, UERJ, Rio de Janeiro, n. 13, p. 35-46, 2002.
NORBERG-SCHULZ, Christian. Genius Loci – Towards a phenomenology of architecture. New York: Rizzoli, 1976.
PALLASMAA, Juhani. A imagem corporificada: imaginação e imaginário na arquitetura. Porto Alegre: Bookman, 2013.
PELLETIER, Philippe. Prototypes et archétypes paysagers au Japon: l’exemple du bassin de Nara. L’espace géographique. 16 (2) : 81-93, 1987.
RONAI, Maurice. Paysages II. Hérodote, n.7, p.71-91, 1977.
SIMMEL, George. A filosofia da paisagem. Covilhã: LusoSofia:press, 2009.
TUAN, Yi-Fu. Espaço e lugar: a perspectiva da experiência. Londrina: Eduel, 2013.
VIDAL DE LA BLACHE, Paul. Les pays de France. In: La Réforme sociale. Paris, set. 1904. TApp. 333
Téléchargements
Publiée
Numéro
Rubrique
Licence
(c) Copyright Gabriela Gazola Brandão 2020

Ce travail est disponible sous la licence Creative Commons Attribution 4.0 International .
Os artigos desta revista obedecem a licença Creative Commons — Attribution 4.0 International — CC BY 4.0







