Porosidades civilizacionais e o que elas ensinam para a análise geopolítica
DOI :
https://doi.org/10.35699/2237-549X.2026.58369Mots-clés :
Afeto; , Performance;, CivilizaçãoRésumé
Este artigo, essencialmente epistemológico, foi escrito sob a influência da informação de que o nome Muhammad tornou-se, a partir de 2023, o mais registrado na Inglaterra e no país de Gales. Com viés pós-estrutural e mais-que-representacional, o artigo em questão dedicou-se a pensar, a partir do exemplo dos bebês Muhammad, das inconveniências epistemológicas da consideração de áreas como superfícies isotrópicas. Partindo da teorização de Samuel Huntington acerca da existência de civilizações, o texto teoriza que espacialidades tais como territórios, regiões não devem ser vistas como superfícies monolíticas, sob o risco das análises se mostrarem incapazes de revelar as heterogeneidades que impactam na análise geopolítica.
Références
AGNEW, John. The territorial trap: the geographical assumptions of international relations theory. Review of International Political Economy, v.1, n.1, p.53-80, Spring 1994.
AGNEW, John. Regions on the mind does not equal regions of the mind. Progress in Human Geography, v.23, i.1, p.91-96, 1999.
AGNEW, John. Space: Place. (in): CLOKE, Paul; JOHNSTON, Ron. Spaces of geographical thought: Deconstructing Human Geographies Binaries. London, Thousand Oaks and New Delhi: Sage Publications Ltd., 2005.
AGNEW, John. Arguing with regions. Regional Studies, v.47, n.1, p.6-17, 2013.
ANDERSON, Ben et al. On assemblages and geography. Dialogues in Human Geography, v.2, i.2, p.171-189, 2012.
ANDERSON, Benedict. Comunidades Imaginadas. São Paulo: Companhia das letras, 2008.
BARNETT, Clive. Political affects in public space: normative blind-spotts in now-representational ontologies. Transactions of the Institute of British Geographers, v.33, n.2, p.186-200, April, 2008.
CANCLINI, Nestor. Culturas híbridas: estratégias para entrar e sair da modernidade. São Paulo, Edusp, 2011.
COSGROVE, Denis. Ideas and culture: a response to Don Mitchell. Transactions of the Institute of British Geographers, v.21, n.3, p.574-575, 1996.
DINIZ, Eugênio. Política Internacional: Guia de estudos das abordagens realistas e da balança de poder. Belo Horizonte: Editora PucMinas, 2007,
DUNCAN, James; DUNCAN, Nancy. Reconceptualizing the Idea of Culture in Geography: A Reply to Don Mitchell. Transactions of the Institute of British Geographers, new series, v.21, n.3, p.576-579, 1996.
FUKUYAMA, Francis. O Fim da História e o último homem. Rio de Janeiro: Rocco, 1992.
GIBSON-GRAHAM, J. K. Area studies after poststructuralism. Environmental and Planning A, v.36, i.3, p.405-419, 2004.
GINZBURG, Carlos. O queijo e os vermes: o cotidiano e as ideias de um moleiro perseguido pela inquisição. São Paulo: Cia.Das Letras, 1997.
HARTSHORNE, Richard. Propósitos e natureza da Geografia. São Paulo: Hucitec Edusp, 1978.
HEMMINGS, Clare. Invoking affect. Cultural Studies, v.19, n.5, p.548-567, 2005.
HUNTINGTON, Samuel. O Choque das Civilizações. Rio de Janeiro: Objetiva, 1997.
HUTTA, Jan Simon. The affective life of semiotics. Geographica Helvetica, v.70, i.4, p.295-309, October, 2015.
JACKSON, Peter. The idea of culture: a response to Don Mitchell. Transactions of the Institute of British Geographers, v.21, p.572-573, 1996.
KEOHANE, Robert O; NYE JR., Joseph S. Power and interdependence: world politics in transition. Boston: Little, 4th Edition, 2012.
KONECZNY, Feliks. On the plurality of the civilisations. London: Polonica Publications, 1962 [1935]).
LAW, John. Notes on the Theory of the Actor-Network: Ordering, Strategy, and Heterogeneity. Systems Practice, v.5, n.4, p.379-393, 1992.
LATOUR, Bruno. On actor-network theory: a few clarifications. Soziale Welt, v.47, i.4, p.369-381, 1996.
LORIMER, Hayden. Cultural geography: the busyness of being “more-then-representational”. Progress in Human Geography, v.29, i.1, p.83-94, 2005.
MITCHELL, Don. There's No Such Thing as Culture: Towards a Reconceptualization of the Idea of Culture in Geography. Transactions of the Institute of British Geographers, new series, v.20, n.1, p.102-116, 1995.
NANDY, Ashis. A mente não colonizada. (in): Castro, Lucia Rabelo (Org.). A imaginação emancipatória: desafios do século 21. Belo Horizonte: Editora UFMG, 2015.
OHMAE, Kenichi. O fim do estado-nação. Rio de Janeiro: Campus, 1999.
PAIVA, Daniel. Teorias não-representacionais na geografia I: conceitos para uma geografia do que acontece. Finisterra, v. LII, n.106, p.159-168, 2017.
PAIVA, Daniel. Teorias não-representacionais na geografia II: métodos para uma geografia do que acontece. Finisterra, v. LIII, n.107, p. 159-168, 2018.
PYKETT, Jessica. Geography and neuroscience: critical engagements with geography´s “neural turn”. Transactions of the Institute of British Geographers, v.43, n.2, p.154-169, 2018.
ROSENCRANCE, Richard. The rising of the trading State. New York: Basic Books, 1986.
SAÏD, Edward. Orientalismo. São Paulo: Companhia de Bolso, 2007.
SEEMANN, Jörn; SILVA, Leonardo Luiz Silveira da; COSTA, Alfredo. Repensando o conceito de nação: uma visão geográfica a partir das teorias não-representacionais. Revista Espaço Aberto, v.14, n.1, p.5-27, 2024.
SILVA, Leonardo Luiz Silveira da. A excepcionalidade da paisagem e do lugar: a transcendência da (i)materialidade por meio da mediação de subjetividades. Belo Horizonte e Montes Claros: Letramento e Editora IFNMG, 2023a.
SILVA, Leonardo Luiz Silveira da. Escapando da armadilha territorial: a Guerra da Ucrânia à luz dos pressupostos de John Agnew. Revista de Geopolítica, v.14, n.1, p.1-15, 2023b.
SILVA, Leonardo Luiz Silveira da. Espaços-Tempos: uma geografia dos fragmentos da experiência. Belo Horizonte e Montes Claros: Letramento e Editora IFNMG, 2024a.
SILVA, Leonardo Luiz Silveira da. Sobre o uso das assemblages nas abordagens relacionais geográficas. Geographia Meridionalis, v.7, e0240003, p.1-20, 2024b.
SILVA, Leonardo Luiz Silveira da; COSTA, Alfredo. Teorias não-representacionais e geografia: reflexões e perspectivas. Geograficidade, v.12, n.2, p.23-42, 2022.
SILVA, Leonardo Luiz Silveira da; COSTA, Alfredo. Geografias Mortas, Vivas e espectrais: formas de apreender o espaço. Caminhos de Geografia, v.25, n.97, p.213-230, 2024.
SILVA, Leonardo Luiz Silveira da; SILVA, Larissa Santos Rocha da. Paisagem: o arcabouço da nação. Revista de Geopolítica, v.13, n.2, p.1-17, Abr./Jun., 2022.
SMITH, Cachella. Por que Muhammad virou nome mais popular na Inglaterra. 2024. Disponível em: <https://www.bbc.com/portuguese/articles/cgj62z864jno> Acesso em: 09 dez. 2024.
THRIFT, Nigel. Afterwords. Environmental and Planning D: Society and Space, v.18, i.2, p.213-255, April, 2000.
THRIFT, Nigel; DEWSBURY, John-David. Dead Geographies –and how to make them live. Environmental and Planning D: Society and Space, v.18, p.411-432, 2000.
THRIFT, Nigel. Intensities of feeling: towards a spatial politics of affect. Geografiska Annaler, v.86, i.1, p.57-78, March, 2004.
TODOROV, Tzvetan. O medo dos bárbaros: Para além do choque das civilizações. Petrópolis: Vozes, 2010.
VANNINI, Philip. Non-representational ethnography: new ways of animating lifewords. Cultural Geographies, v22, n.2, p.317-327, 2015.
WALLERSTEIN, Immanuel. Após o Liberalismo. Petrópolis: Vozes, 2002.
WENDT, Alexander. Anarchy is what states make of it. International Organization, v.46, p.394-419, 1992.
Téléchargements
Publiée
Numéro
Rubrique
Licence
(c) Copyright Leonardo Luiz Silveira da Silva, Eduardo Guilherme de Moura Paegle 2026

Ce travail est disponible sous la licence Creative Commons Attribution 4.0 International .
Os artigos desta revista obedecem a licença Creative Commons — Attribution 4.0 International — CC BY 4.0







