BIOPOLÍTICA E AGONÍSTICA:

DE FOUCAULT A NEGRI E HARDT

Autores

  • Thiago Mota Universidade Estadual do Ceará

Palavras-chave:

Império, Governamentalidade, Liberdade, Multidão, Neoliberalismo, Resistência

Resumo

O artigo reconstrói a discussão acerca da biopolítica nos pensamentos de Foucault e de Negri e Hardt, a fim de ressaltar a importância que pode adquirir, nesse contexto, a noção de agonística. De início, abordamos de maneira introdutória os conceitos de biopolítica e governamentalidade em Foucault, bem como sua relação com o liberalismo e com o neoliberalismo. Também examinamos as ambiguidades que marcam as práticas de liberdade e as possibilidades de resistência em um mundo governado pelo biopoder. Em seguida, explicitamos o sentido dos conceitos de capitalismo cognitivo, de Império e de multidão nos trabalhos de Negri e Hardt. Nesse ponto, procuramos preencher uma lacuna de suas análises, que não se encontra em Foucault, relativa à questão da agonística: a disposição para a luta da multidão se intensifica à medida que se percebe que a própria vida é agon. Por fim, argumentamos que é possível, no ambiente de trabalho neoliberal, converter processos de empresariamento de si em micro-experimentos de resistência e, por conseguinte, de liberdade não alienada.

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Publicado

2022-08-30

Como Citar

Mota, T. (2022). BIOPOLÍTICA E AGONÍSTICA:: DE FOUCAULT A NEGRI E HARDT. Revista Kriterion, 63(152). Recuperado de https://periodicos.ufmg.br/index.php/kriterion/article/view/26380

Edição

Seção

Artigos