PARA UMA LEITURA PRAGMATISTA DE ORGANISMOS EM GERAL

Autores

Palavras-chave:

Agência corporificada, Singularidade em Hegel, Naturalismo em Hegel, Normatividade vital, Neopragmatismo

Resumo

Argumento que o modelo hegeliano de agência seja constitutivamente corporificado. Para isso, desafio interpretações justificacionistas e intencionalistas, como as encontradas em Brandom, Pinkard e Pippin, segundo as quais ações livres seriam definidas exclusivamente pela capacidade para oferecer razões (reasons) para agir de uma determinada maneira. Interpretações dessa ordem se amparam numa excepcionalidade normativa do espírito em oposição à natureza. Ao contrário desses autores, proponho que Hegel pense a maneira como atuamos livremente em continuidade ao modo como animais não humanos agem em seus ambientes. Para isso, recupero sua teoria dos organismos, tal como formulada na Filosofia da natureza. Sugiro que Hegel escreva sobre organismos animais em geral, humanos e não humanos, como normativamente constituídos. Modo de escrita esse que, inspirado na virada pragmatista nos estudos hegelianos, promovida sobretudo por aqueles comentadores, chamarei de pragmatista. Da forma como a defenderei, tal normatividade se atualiza na maneira corporificada como organismos animais em geral são teleologicamente orientados. Em vez de uma excepcionalidade normativa, proponho que organismos humanos sejam mais bem especificados, em Hegel, pela maneira singular como atuam normas universais. 

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Publicado

01-09-2026

Edição

Seção

Artigos

Como Citar

PARA UMA LEITURA PRAGMATISTA DE ORGANISMOS EM GERAL. Revista Kriterion, [S. l.], v. 67, n. 164, 2026. Disponível em: https://periodicos.ufmg.br/index.php/kriterion/article/view/55108. Acesso em: 4 set. 2026.