A Vivência de Jogos e Brincadeiras em Praças e Parques Públicos do Município de Vitória de Santo Antão em Tempos de Pandemia da Covid-19

Autores

DOI:

https://doi.org/10.35699/2447-6218.2023.47244

Palavras-chave:

Brincar, Praças, Parques públicos, Pandemia, COVID-19

Resumo

A infância é o período crucial para o desenvolvimento humano, onde as brincadeiras vivenciadas por crianças nos espaços públicos de lazer contribuem para o seu desenvolvimento físico, cognitivo e social. Mas, a problemática da pandemia da COVID-19 acarretou o distanciamento da população a esses espaços, resultando em uma nova configuração de vivenciar o brincar. O estudo tem como objetivo, registrar as características e singularidades da vivência cotidiana de jogos e brincadeiras por crianças em praças e parques públicos da cidade de Vitória de Santo Antão durante a flexibilização das medidas de restrições impostas pela pandemia da COVID-19. Através de um estudo exploratório descritivo, analítico. Foi possível observar que o comportamento do brincar estava atrelado à utilização dos equipamentos de lazer infantil presentes nas praças, e a pandemia da COVID-19, não atrapalhou de forma significativa esta ação.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Referências

ARANEGA, Carla Duffles Teixeira; NASSIM, Claudia Perez; CHIAPPETTA, Ana Lúcia de Magalhães Leal. A importância do brincar na educação infantil. Revista Cefac, v. 8, n. 2, p. 141-146, 2006. Acesso em: 9 nov. 2022.

BARDIN, Lawrence. Análise de conteúdo. São Paulo: Edições 70, 2011.

BEZERRA, A. S.; MEDEIROS, D. P. As brincadeiras realizadas por crianças nas praças da cidade de Patos-PB. Licere, [S. l.], v. 23, n. 2, p. 1–18, 2020. DOI: 10.35699/2447- 6218.2020.21764. Disponível em: https://periodicos.ufmg.br/index.php/licere/article/view/21764. Acesso em: 9 nov. 2022.

BICHARA, Ilka Dias. O brincar no ambiente urbano: limites e possibilidades em ruas e parquinhos de uma metrópole. Psicologia: Reflexão e Crítica, v. 26, p. 388-395, 2013. DOI: 10.1590/S0102. Disponível em: https://www.scielo.br/j/prc/a/NqXxHmQtWqVqJcyTd8HYwNQ/abstract/?lang=pt. Acesso em: 10 fev. 2021.

BRASIL, Senado. Constituição. 1988. Brasília (DF), 1988.

BRONFENBRENNER, U. Environments in developmental perspective: theoretical and operational models. In: B. L. FRIEDMANN & T. D. WACHS (Orgs.). Conceptualization and assessment of environment across the life span. Washington DC: American Psychologial Association, 1999. p. 3-30. DOI: 10.1037/10317-001. Disponível em: https://psynet.apa.org/record/1999-02242-001. Acesso em: 10 jan. 2021.

BROUGÈRE, G. Brinquedo e cultura. São Paulo: Cortez, 2014.

BUJES, M. I. Criança e brinquedo: feitos um para o outro? In: COSTA, M. V. (org.). Estudos culturais em educação: mídias, arquitetura, brinquedo, biologia. Porto Alegre: Ed.UFGRS, 2000. p. 205-228.

BURNS, Y. R.; MACDONALD, J. Fisioterapia e crescimento na infância. Santos, São Paulo, 1999.

CARDOSO, M. G. Criando contextos de qualidade em creche: ludicidade e aprendizagem. Tese (Doutorado em Estudos da Criança) - Universidade do Minho, Instituto de Educação. Portugal, 2012. Acesso em: 10 dez. 2022.

DUMAZEDIER, J. Lazer e cultura popular. 3. ed. São Paulo: Perspectiva, 2001.

FERLAND, Francine. Vamos brincar? Na infância e ao longo de toda a vida. Lisboa: Climepsi Editores, 2006.

FREEMAN, Shirra; EYKELBOSH, Angela. COVID-19 and outdoor safety: considerations foruse of outdoor recreational spaces. National Collaborating Centre for Environmental Health, v. 829, p. 1-15, 2020. Disponível em: https://ncceh.ca/sites/default/files/COVID-19%20Outdoor%20Safety%20-%20April%2016%202020.pdf. Acesso em: 10 set. 2022.

GIL, A. C. Como elaborar projetos de pesquisa. 4. ed. São Paulo: Ed Atlas, 2007.

GONÇALVES, F. S; RECHIA, S. Espaços e equipamentos de lazer da Vila Nossa Senhora da Luz e suas formas de apropriação. Revista Brasileira de Ciências do Esporte, Brasília, v.37, p.265-271, 2015. DOI: https://doi.org/10.1016/j.rbce.2013.12.002. Disponível em: https://www.scielo.br/j/rbce/a/dk5Nts3yMDJw4ygT9FkP6MP/?format=html&lang=pt Acesso em: 10 abr. 2022.

HUIZINGA, Johan. Homo Ludens. O jogo como elemento da Cultura. São Paulo: Perspectiva, 2007.

KISHIMOTO, Tizuko M. (Org.): Jogo, brinquedo, brincadeira, e a educação. 4. ed. São Paulo: Cortez, 2000.

LEE, C. O crescimento e desenvolvimento das crianças. Londres: Longman,1977.

LUZ, G. M.; KUHNEN, A. O uso dos espaços urbanos pelas crianças: explorando o comportamento do brincar em praças públicas. Psicologia: Reflexão e Crítica, Santa Catarina, v.26, n.3, p.552-560, 2013. DOI: https://doi.org/10.1590/S0102- 79722013000300015. Disponível: https://www.scielo.br/j/prc/a/BXgFzng5YT59BBk9jHCQvWn/abstract/?lang=pt.Acesso em: 08 jan. 2022.

MEDINA, Vilma. Benefícios de brincar ao ar livre com as crianças. Site g1, guia infantil. Fevereiro, 2015. Disponível em: https://br.guiainfantil.com/materias/cultura-e-lazer/jogosbeneficios-de-brincar-ao-ar-livre-com-as-criancas/. Acesso em: 18 nov. 2021.

MINAYO, Maria Cecília de Souza; DESLANDES, Suely Ferreira; GOMES, Romeu. Pesquisa social: teoria, método e criatividade. Editora Vozes Limitada, 2011.

OLIVEIRA, L. A, MASCARÓ, J. J, Análise da qualidade de vida urbana sob a ótica dos espaços públicos de lazer. Ambiente construído, Porto Alegre, v. 7, n. 2, p. 59-69, abr./jun. 2007. Disponível em: https://www.seer.ufrgs.br/ambienteconstruido/article/view/3737. Acesso em: 22 fev. 2022

OMS – Organização Mundial de Saúde. Painel da OMS coronavírus (COVID-19). OMS, 2021. Disponivel em: https://www.who.int/pt/publications/m. Acesso em:22 de junho de 2020.

SANTOS, Ana Karina; BICHARA, Ilka Dias. Brincadeiras e contextos: alguns pressupostos para o estudo desta relação. Temas pertinentes na construção da Psicologia Contemporânea, p. 277-297, 2005. Acesso em: 22 de maio de 2021.

SOARES, M; PEREIRA, L. Impacto da pandemia da covid-19 nos hábitos de utilização dos parques verdes urbanos: o caso de Condeixa-a-Nova. GOT, Revista de Geografia e Ordenamento do Território, Porto, n. 20, p. 167, 2020. Disponível em: https://www.researchgate.net/profile/Manuel-Soares-5/publication/348057921_Impacto_da_pandemia_da_Covid-19_nos_habitos_de_utilizacao_dos_parques_verdes_urbanos_o_caso_de_Condeixa-a- Nova/links/6091975e299bf1ad8d789bb0/Impacto-da-pandemia-da-Covid-19-nos- habitos-de-utilizacao- dos-parques-verdes-urbanos-o-caso-de-Condeixa-a-Nova.pdf. Acesso em: 15 out. 2022.

SOUZA, A.; VIEIRA M.L. Origens históricas da brincadeira. Psicologia Brasil, v.2, p.28- 33, 2004.

TEIXEIRA, A.N; LÔBO, K.R.G.; DUARTE, A.T.C. A criança e o ambiente social: aspectos intervenientes no processo de desenvolvimento na primeira infância. Id On Line Revista de Psicologia, Jaboatão dos Guararapes, v.10, n.31, p.114-134, 2016. DOI: https://doi.org/10.14295/idonline.v10i31.530. Disponível em: https://idonline.emnuvens.com.br/id/article/view/530. Acesso em: 22 maio 2022.

TRIVIÑOS, A. Introdução à pesquisa em ciências sociais: a pesquisa qualitativa em Educação. São Paulo: Atlas, 1987.

VALENTINE, G.; MCKENDRICK, J. Children's outdoor play: Exploring parental concerns about children's safety and the changing nature of childhood. Geoforum, v.2 n.2, p.219-235, 1997. DOI: https://doi.org/10.1016/S0016-7185(97)00010-9. Disponível:https://www.sciencedirect.com/science/article/abs/pii/S0016718597000109. Acesso em: 10 abr. 2022.

WINNICOTT, D. W. O brincar & a realidade. Rio de Janeiro: IMAGO editora LTDA, 1975.

Downloads

Publicado

2023-07-26

Como Citar

Monte, S. J. A. do, & Pinheiro, I. L. (2023). A Vivência de Jogos e Brincadeiras em Praças e Parques Públicos do Município de Vitória de Santo Antão em Tempos de Pandemia da Covid-19. LICERE - Revista Do Programa De Pós-graduação Interdisciplinar Em Estudos Do Lazer, 26(2), 176–198. https://doi.org/10.35699/2447-6218.2023.47244

Edição

Seção

Artigos Originais