A espacialidade da memória nas Confissões de Agostinho

  • Sávio Passafaro Peres Universidade de São Paulo
  • Marina Massimi Universidade de São Paulo
Palavras-chave: memória, Agostinho de Hipona, metáforas

Resumo

O tema da memória constitui uma das bases do pensamento teológico, filosófico e psicológico de Agostinho de Hipona. A relevância dessa faculdade pode ser observada no livro X das Confissões. Em poucas linhas, o que Agostinho se propõe neste livro é justamente explorar a própria memória em busca de Deus. Ao buscar Deus dentro da memória, Agostinho acaba desenvolvendo uma concepção da memória de grande importância na história dos saberes no Ocidente: o eu entendido enquanto espaço interior ou como espaço íntimo. Procuraremos reconstruir e detalhar a série de argumentos propostos por Agostinho a respeito do tema da memória e observar em que sentido ela é entendida metaforicamente como um espaço compartimentado. Finalmente, procuraremos mostrar a relevância e atualidade desta metáfora no modo como atualmente se compreende a memória.

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Biografia do Autor

Sávio Passafaro Peres, Universidade de São Paulo
doutor em Psicologia pela Faculdade de Filosofia Ciências e Letras da Universidade de São Paulo, Campus de Ribeirão Preto, Brasil. Área de pesquisa: história da psicologia
Marina Massimi, Universidade de São Paulo
Professora Titular e trabalha junto ao Departamento de Psicologia e Educação na Faculdade de Filosofia Ciências e Letras da Universidade de São Paulo, Campus de Ribeirão Preto, Brasil. Especialista na área de História das Idéias Psicológicas na Cultura LusoBrasileira.

Referências

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Publicado
2012-04-14
Como Citar
Peres, S. P., & Massimi, M. (2012). A espacialidade da memória nas Confissões de Agostinho. Memorandum: Memória E História Em Psicologia, 22, 68-91. Recuperado de https://periodicos.ufmg.br/index.php/memorandum/article/view/6591
Seção
Artigos