Fazendo teoria com o léxico grego ou... para degustar reapropriações...

Autores

DOI:

https://doi.org/10.35699/1983-3636.2021.29622

Palavras-chave:

metempsicose, metamorfose, mimese, Segundo de Chomón

Resumo

No artigo, propomos uma teoria da recepção (e da tradução lato sensu) que contempla o movimento temporal das palavras “metempsicose”, “psiquê”, “metamorfose”, “mimese” e “maiêutica”. Transgredimos os campos dos saberes da filosofia, literatura e mitologia para sugerir que a metempsicose, de acordo com Segundo de Chomón (*1871 †1929), pode ser lida como mimese. Nessa leitura, a metempsicose significa a migração da vida para a arte, a (re)materialização do espírito do criador da obra, procedimento que, por fim, estabelece uma maiêutica artística, multiplicando mimeses, gerando crias representadas. Pretendemos mostrar que palavras também se tornam mito e que podem ser entendidas como um autêntico mito em movimento.

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Publicado

2022-01-20

Como Citar

Barbosa, T. V. R. (2022). Fazendo teoria com o léxico grego ou. para degustar reapropriações. Nuntius Antiquus, 17(2), 51–69. https://doi.org/10.35699/1983-3636.2021.29622

Edição

Seção

Estudos de recepção clássica