A incontinentia entre a razão e o instinto
um estudo comparativo entre Santo Tomás de Aquino e Nietzsche
DOI:
https://doi.org/10.35699/1983-3636.2026.60271Palavras-chave:
Incontinentia moral, razão, Tomás de Aquino, NietzscheResumo
A presente pesquisa tem como objetivo analisar o fenômeno da incontinentia moral a partir de uma abordagem comparativa entre as concepções éticas de Santo Tomás de Aquino e Friedrich Nietzsche. A incontinentia, entendida como a falência da vontade diante do conhecimento do bem, revela uma tensão entre razão e instinto que atravessa a história da filosofia moral. Enquanto Tomás de Aquino, inserido na tradição aristotélico-cristã, defende a centralidade da razão como guia do agir virtuoso, Nietzsche critica a moral racionalista como repressiva e exalta os instintos como manifestações legítimas da vida. Por meio da análise de trechos selecionados da Suma Teológica, da Genealogia da Moral e de Além do Bem e do Mal, o estudo identifica os principais pontos de contraste entre os dois autores, especialmente no que se refere à antropologia moral e à compreensão da liberdade. Conclui-se que o embate entre razão e instinto permanece atual, refletindo o dilema moderno entre o ideal de autocontrole e a busca por autenticidade.
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