Artigos
v. 5 n. 8 (2018): 1º e 2º Semestres de 2018
NATUREZA HUMANA: PAIXÃO CATIVA, RAZÃO LIVRE
Mestrando do programa de ética e filosofia política da Universidade Federal do Ceará-UFC
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Enviado
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abril 6, 2026
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Publicado
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2019-06-03
Resumo
O presente trabalho pretende analisar a definição de natureza humana a partir do que a tradição filosófica entender ser a trilogia política de Hobbes, a saber, Os elementos, 1640, Do Cidadão, 1642, e o Leviatã, 1651. Desse modo é preciso ter em vista a importância da concepção de universo materialista e de razão nominalista na concepção da antropologia hobbesiana. De tais concepções, realidade material e razão nominalista, resulta uma natureza humana tão desejante quanto racional, contudo, em certo sentido, livre porque através da linguagem o homem constrói sua autoimagem pela qual se relaciona moralmente, portanto livre, com os outros agentes. Embora seja uma definição problemática porque deriva da relação entre razão nominalista e realidade material. Isto é, toda definição sempre será apenas um nome atribuído a um corpo sem a garantia da correspondência necessária entre eles. De qualquer modo essa é a forma humana de se relacionar e ser moral.
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