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Artigos

v. 5 n. 8 (2018): 1º e 2º Semestres de 2018

FIGURAÇÕES DO CORPO NEGRO: O EXÍLIO DO CORPO E DA ALMA EM ORPHÉE NOIR E SUAS INTERLOCUÇÕES CONTEMPORÂNEAS

  • Jânderson Albino Coswosk
Enviado
abril 6, 2026
Publicado
2019-06-03

Resumo

A análise que segue pretende traçar reflexões sobre o corpo negro à luz do
prefácio Orphée noir (Orfeu Negro), escrito por Jean-Paul Sartre (1905-1980), para a Anthologie de la nouvelle poésie nègre et malgaxe de langue française, lançada em 1948 pelo pensador senegalês Léopold Sédar Senghor (1906-2001). Nesta perspectiva, as reflexões se inserem em um esforço de perceber não só a importância do Orfeu Negro para o Movimento da Négritude, mas também captar a forma sensível com que o Prefácio nos instiga a entender de que existe um “significado canônico” (MBEMBE, 2001) no que tange ao corpo negro, oriundo da consolidação dos Impérios coloniais, e que esse significado perpetua seus ecos na contemporaneidade. Além disso, Sartre nos mostra que este mesmo corpo é capaz de se converter em estratégias de combate às significações canônicas que lhe são atribuídas e propagadas pela narrativa colonial.

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