LAZER E FAVELA:
ESPAÇO, TOPOFILIA, RUGOSIDADES E TERRITORIALIDADES EM PERSPECTIVA
Palavras-chave:
Lazer, Favela, Espaço e lugar, Complexo da Maré, TerritorialidadesResumo
O presente artigo discute o lazer como fenômeno social, cultural e territorial, analisando sua expressão nas favelas a partir das categorias de espaço , lugar , topofilia rugosidade patrimonial e (re)territorialização . A pesquisa, de natureza qualitativa e interpretativa, fundamenta se na análise documental, bibliográfica e narrativa da tese Maré de Lazer (Nascimento, 2020), que investigou práticas e lugares de lazer no Complexo da Maré (RJ). O estudo parte do pressuposto de que o lazer, quando vivido de forma coletiva e afetiva, constitui um ato de produção do lugar, uma prática de resistência cultural e política que reconfigura o território urbano e ressignifica o espaço vivido. A metodologia articula dois eixos complementares: o documental e histórico voltado à compreensão das transformações territoriais e o simbólico e territorial , dedicado à interpretação dos lugares de lazer como territórios afetivos e políticos. Os resultados apontam que as práticas de lazer na f avela, como o Campo do Minas Gerais , o Arraiá do Bico Mudo , e o Forró do Seu Manoel Gomes , funcionaram como lugares de memória e resistência, nos quais a coletividade reafirmou sua presença e sua identidade diante das ausências históricas do Estado. Conclui-se que o lazer, nas favelas, pode transcender o tempo livre e assumir dimensões de (re)existência , tornando se linguagem de pertencimento, solidariedade e luta pelo direito à cidade.
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