O trabalho com línguas para fins específicos em uma perspectiva interacionista sociodiscursiva
Palavras-chave:
processo ensino-aprendizagem de línguas para fins específicos, interacionismo sociodiscursivo, capacidades de linguagem, sequências didáticasResumo
Aparentemente em caminho oposto à proposta de ensino de línguas para fins específicos, que pressupõe rapidez, o interacionismo sociodiscursivo (ISD) (BRONCKART, 2003; 2006; 2008; SCHNEUWLY, DOLZ, 2004) postula um trabalho processual, organizado em sequências didáticas que visam o desenvolvimento de capacidades de linguagem necessárias para agir em contextos específicos. Esse trabalho pode demandar diversas horas de estudo em torno de um gênero textual específico para garantir que a língua seja compreendida como prática social e o texto como instrumento semiótico para agir nesses contextos. Alinhado a essa perspectiva, os desafios deste artigo são analisar e exemplificar as adaptações possíveis e necessárias na proposta didática genebrina para que possa ser aplicada em contextos de ensino-aprendizagem de línguas para fins específicos.
Downloads
Referências
ALMEIDA FILHO, J. C. P. de. Ontem e hoje no ensino de línguas no Brasil. In: STEVENS, M. T.; CUNHA, M. J. C. Caminhos e colheitas. Ensino e pesquisa na área de inglês no Brasil. Brasília: Editora da UnB, 2004.
BAKHTIN, M. Os gêneros do discurso. In: ______. Estética da criação verbal. Trad. Maria E. G. G. Pereira. São Paulo: Martins Fontes, 2000. p. 279-326.
BEATO-CANATO, A. P. M. O desenvolvimento da escrita em língua inglesa com o uso de sequências didáticas contextualizadas em um projeto de troca de correspondências 2009. 307f. Tese (Doutorado em Estudos da Linguagem) _ Universidade Estadual de Londrina, 2009.
BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros Curriculares Nacionais: terceiro e quarto ciclos do ensino fundamental: língua estrangeira/ Secretaria de Educação Fundamental. Brasília: MEC / SEF, 1998.
BRONCKART, J. P. Gêneros de textos, tipos de discurso e sequências. Por uma renovação do ensino da produção escrita. Letras, Santa Maria, v. 20, n. 40, p.163-176, jan./jun. 2010.
BRONCKART, J. P. Un retour nécessaire sur la question du développement. In: BROSSARD, M.; FIJALKOW, J. Vygotski et les recherches en éducation et en didactiques Bordeaux: Presses Universitaires de Bordeaux, 2008. p. 237-250.
BRONCKART, J-P. Atividade de linguagem, discurso e desenvolvimento humano Org. Anna Rachel Machado e Maria de Lourdes Meirelles Matencio. Trad. Anna Rachel Machado, Maria de Lourdes Meirelles Matencio et. al. Campinas: Mercado de Letras, 2006.
BRONCKART, J. P. Restrições e liberdades textuais, inserção social e cidadania. Conferência inaugural do XIV INPLA. PUC, São Paulo, 2004.
BRONCKART, J. P. Atividade de linguagem, textos e discursos: por um interacionismo sócio-discursivo. Trad. Anna Raquel Machado, Péricles Cunha. São Paulo: EDUC, 2003.
CRISTOVÃO; V. L. L.; BEATO-CANATO, A. P. M.; FERRARINI, M.; PETRECHE, C. R. C.; ANJOS-SANTOS, L. Gear up Curitiba: Base, 2009. (Coleção de quatro livros didáticos)
CRISTOVÃO, V. L. Sequências Didáticas para o Ensino de Línguas. In: DIAS, R.; CRISTOVÃO, V. L. L. (Org.). O livro didático de língua estrangeira: múltiplas perspectivas. Campinas: Mercado de Letras, 2009. p. 305-344.
DOLZ, J.; GAGNON, R.; TOULOU, S. Production écrite et difficultés d'apprentissage. Geneve: Carnets des sciences de l'education, 2008.
DOLZ, J.; SCHNEUWLY, B. Gêneros e progressão em expressão oral e escrita _ elementos para reflexões sobre uma experiência suíça (francófona). In: SCHNEUWLY, B.; DOLZ, J. et al. Gêneros orais e escritos na escola Trad. e org. Roxane Rojo e Glaís Sales Cordeiro. Campinas: Mercado de Letras, 2004. p. 41-70.
DOLZ, J.; PASQUIER, A.; BRONCKART, J-P. L'acquisition des discours: emergence d'une compétence ou apprentissage de capacités langagières? Études de Linguistique Appliquée, 102, p.23-37, 1993. p.23-37.
GUIMARÃES, A. M. de M.; MACHADO, A. R. Apresentação. In: GUIMARÃES, A. M. de M.; MACHADO, A. R.; COUTINHO, A. (Org.). O interacionismo sociodiscursivo: questões epistemológicas e metodológicas. Campinas: Mercado de Letras, 2007.
HYLAND, K. Genre and second language writing 4. ed. Michigan: University of Michigan Press, 2007.
MOITA LOPES, L. P. da. Ensino de inglês como espaço de embates culturais e de políticas da diferença. In: GIMENEZ, T.; JORDÃO, C.; ANDREOTTI, V. (Org.). Perspectivas educacionais e ensino de inglês na escola pública Pelotas: Educat, 2005. p.49-67.
RAMOS, R.C.G. ESP in Brazil: history, new trends and challenges. In: KRZANOWSKI, M. (Org.). Current developments in English for Academic and Specific Purposes in Developing, Emerging and Least-Developed Coutries Reading: Garnet Publishing Ltda, 2009. p. 63-80. (versão prelo).
RAMOS, R. C. G. Instrumental no Brasil: a desconstrução de mitos e a construção do futuro. In: FREIRE, M.; ABRAHÃO, M. H. V.; BARCELOS, A. M. F. (Org.). Lingüística Aplicada e Contemporaneidade Campinas, SP: Pontes, 2005. p.109-123.
RAMOS, R. C. G. Gêneros textuais: uma proposta de aplicação em cursos de inglês para fins específicos. The ESPecialist, v. 25, n. 2, p. 107-129, 2004.
ROMERO, T. R. de S. Inglês Instrumental enriquecido com ferramentas da Linguística Sistêmico-Funcional. Revista Caminhos em Linguística Aplicada UNITAU, v. 2, n. 1, 2010, p.29-35. Disponível em: . Acesso em: 14 fev. 2011.
SCHNEUWLY, B. Genres et types de discours: considerations psychologiques et ontogénétiques. In: Coloque de l'université Charles-de-Gaulle III. Neuchâtel, 1994. Anais.. Neuchâtel: Peter Lang, p. 155-173, 1994.
SCHNEUWLY, B.; DOLZ, J. Os gêneros escolares – das práticas de linguagem aos objetos de ensino. In: SCHNEUWLY, B.; DOLZ, J. et al. Gêneros orais e escritos na escola. Trad. e org. Roxane Rojo e Glaís Sales Cordeiro. Campinas: Mercado de Letras, 2004. p.71-91.
Downloads
Publicado
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2012 Revista Brasileira de Linguística Aplicada

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.
Autores de artigos publicados pela RBLA mantêm os direitos autorais de seus trabalhos, licenciando-os sob a licença Creative Commons BY Attribution 4.0, que permite que os artigos sejam reutilizados e distribuídos sem restrição, desde que o trabalho original seja corretamente citado.


