PIBID Inglês e a telona

ampliando espaços formativos

Autores

Palavras-chave:

Formação de professores, Pibid, língua inglesa, práticas decoloniais, filmes

Resumo

A formação de professores pode ocorrer em vários espaços além do ambiente escolar (universidade e escolas de educação básica), seguindo caminhos diferentes e de maneira decolonial. Nesse sentido, foi realizada uma pesquisa qualitativa, com escopo interpretativo, durante um ano e meio, no âmbito do projeto de inglês do Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (Pibid), em uma universidade federal brasileira. Neste artigo, o foco está na análise dos diários de campo dos professores em formação inicial e seu conteúdo referente a uma das atividades desenvolvidas como parte do projeto: ida ao cinema e reflexão sobre alguns filmes. A experiência revelou como os professores em formação inicial tiveram a chance de refletir sobre as relações que estabeleceram entre a formação de professores e leituras e experiências proporcionadas pelo Pibid, corroborando a importância de práticas decoloniais.

Downloads

Os dados de download ainda não estão disponíveis.

Biografia do Autor

  • Ana Karina de Oliveira Nascimento, Universidade Federal de Sergipe (UFS)
    Graduada em Letras (Português/Inglês) - Universidade Federal de Sergipe - UFS, especialista em Ensino de Inglês (UFMG), mestre em Educação (UFS) e doutora em Letras pela Universidade de São Paulo (USP), sendo bolsista CNPq de doutorado no Brasil. Foi bolsista Capes/Fulbright de doutorado sanduíche na Montclair State University, em Montclair, New Jersey, EUA, durante 9 meses, sob orientação da profa. Michele Knobel. Professora efetiva da UFS (Departamento de Letras Estrangeiras). Tem experiência na área de Letras, com ênfase em Língua Inglesa, atuando principalmente nos seguintes temas: ensino de língua inglesa, formação de professores e letramentos digitais.
  • Ana Lúcia Simões Borges Fonseca, Universidade Federal de Sergipe (UFS)
    Doutora em Educação pela Universidade Federal de Sergipe/UFS. Possui graduação em Licenciatura Plena em Letras Português/Inglês pelas Faculdades Integradas de São José dos Campos/SP e Mestrado em Letras e Linguística pela Universidade Federal de Alagoas/UFAL. Atua como Professora Adjunta no Departamento de Letras Estrangeiras/DLES da Universidade Federal de Sergipe. Faz parte da Associação Brasileira de Professores Universitários de Inglês (ABRAPUI), da Sociedade Brasileira de História da Educação (SBHE) e da Associação de Linguística Aplicada do Brasil (ALAB). Tem experiência na área de Letras, com ênfase em Linguística Aplicada e Ensino de Línguas Estrangeiras. Atua principalmente nos seguintes temas: Políticas Linguísticas, Internacionalização, Ensino-Aprendizagem de Línguas Estrangeiras, Formação de Professores de Línguas Estrangeiras e Literatura de Autoria Feminina.

Referências

BRASIL. Ministério da Educação. Portaria Normativa nº 38, de 12 de dezembro de 2007. Dispõe sobre o Programa de Bolsa Institucional de Iniciação à Docência – PIBID. Disponível em: http://portal.mec.gov.br/arquivos/pdf/portaria_pibid.pdf. Acesso em: 12 jan. 2016.

GROSFOGUEL, R. Para descolonizar os estudos de economia política e os estudos pós-coloniais: transmodernidade, pensamento de fronteira e colonialidade global. In: SANTOS, B. S.; MENESES, M. P. (org.). Epistemologias do Sul. São Paulo: Cortez, 2010. p. 455-491. DOI: https://doi.org/10.12957/periferia.2009.3428.

JUCÁ, L. Responsabilidades sociais da linguística aplicada na formação de professores de língua inglesa no contexto brasileiro: traçando novos rumos. In: JORDÃO, C. M. (org.). A Linguística Aplicada no Brasil: rumos e passagens. Campinas, SP: Pontes Editores, 2016. p. 233-265.

KUMARAVADIVELU, B. The Decolonial Option in English Teaching: Can the Subaltern Act? Tesol Quarterly, [S.l], v. 50, n. 1, p. 66-85, 2014. DOI: https://doi.org/10.1002/tesq.202.

MALDONADO-TORRES, N. On the Coloniality of Being: Contributions to the Development of Aconcept. Cultural Studies, [S.l], v. 21, n. 2-3, p. 240-270, March/May 2007. DOI: https://doi.org/10.1080/09502380601162548.

MENEZES DE SOUZA, L. M. T. O professor de inglês e os letramentos no século XXI: métodos ou ética? In: JORDÃO, C. M.; MARTINEZ, J. Z.; HALU, R. C. (org.). Formação desformatada: práticas com professores de língua inglesa. Campinas, SP: Pontes Editores , 2011. p. 279-303. (Coleção Novas Perspectivas em Linguística Aplicada, 15).

MIGNOLO, W. Local Histories/Global Designs: Coloniality, Subaltern Knowledges, and Border Thinking. Princeton, NJ: Princeton University Press, 2012. DOI: https://doi.org/10.1515/9781400845064.

MOITA LOPES, L. P. Por uma Linguística Aplicada indisciplinar. São Paulo: Parábola Editorial, 2006.

PARDO, F. S. Decolonialidade e ensino de línguas: perspectivas e desafios para a construção do conhecimento corporificado. Revista Letras Raras, Campina Grande, v. 8, n. 3, p. Port. 200-221 / Eng. 198-218, set. 2019. DOI: https://doi.org/10.35572/rlr.v8i3.1422.

PESSOA, R. R.; HOELZLE, M. J. Ensino de línguas como palco de política linguística: mobilização de repertórios sobre gênero. Trabalhos de Linguística Aplicada, Campinas, v. 56, n. 3, p. 781-800, set./dez. 2017. DOI: https://doi.org/10.1590/010318138649840291441.

SOUSA SANTOS, B. Para além do pensamento abissal. Novos estudos-CEBRAP, São Paulo, n. 79, p. 71-94, nov. 2007. DOI: https://doi.org/10.1590/S0101-33002007000300004.

Downloads

Publicado

20-10-2020