O discurso científico/colonialista norte-americano sobre Xuxa

Autores

  • Fernando Zolin-Vesz IFMT

Palavras-chave:

Produção de conhecimento, discurso colonialista, fenômeno Xuxa

Resumo

O objetivo deste artigo é analisar o livro Xuxa: The Mega-Marketing of Gender, Race, and Modernity, de Amelia Simpson, publicado em 1993, ainda uma das principais referências para aqueles que buscam compreender o fenômeno Xuxa. Tendo como premissa o apagamento de qualquer ideal de neutralidade e objetividade na produção de conhecimento, os resultados da análise apontam para a reprodução de um discurso colonialista ao descrever o fenômeno como típico de um país pertencente ao terceiro mundo - subdesenvolvido, com uma população que apresenta baixo índice de escolaridade e que é facilmente manipulável pelos meios de comunicação.

Downloads

Os dados de download ainda não estão disponíveis.

Referências

CAMPOS, V. P. M. Querer, poder e conseguir O processo da socialização para o consumo: o caso Xuxa. 2006. 152 f. Dissertação (Mestrado em Comunicação Social) - Faculdade de Comunicação Social, Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 2006.

CURRY, R.; VALDIVIA, A. N. Xuxa at the borders of U. S. TV: checked for gender, race, and national identity. In: MEEHAN, E.; RIORDAN, E. (Eds.). Sex; money Feminism and Political Economy in the Media. Minneapolis: University of Minnesota Press, 2002. p. 240-256.

FOUCAULT, M. Microfísica do poder Organização e tradução de Roberto Machado. São Paulo: Graal, 2012.

LOOMBA, A. Colonialism/Postcolonialism 2. ed. London; New York: Routledge, 2005.

MILLS, S. Discourse 2. ed. London; New York: Routledge, 2004.

MOITA LOPES, L. P. (Org.). Por uma lingüística aplicada indisciplinar São Paulo: Parábola, 2006.

MOITA LOPES, L. P. Contemporaneidade e construção de conhecimento na área de estudos lingüísticos. Scripta, Belo Horizonte, v. 7, n. 14, p. 159-171, 1ş semestre 2004.

MOITA LOPES, L. P. Lingüística aplicada como lugar de construir verdades contingentes: sexualidades, ética e política. Gragoatá, Niterói, n. 27, p. 33-50, 2ş semestre 2009.

RASHKIN, E. Xuxa S. A.: The Queen of Rede Globo in the Age of Transnational Capitalism. In: KINDER, M. (Ed.). Kids' Media Culture Durham; London: Duke University Press, 1999. p. 204-220.

SAID, E. W. Orientalism London: Routledge, 1978.

SIMPSON, A. Xuxa The Mega-Marketing of Gender, Race, and Modernity. Philadelphia: Temple University Press, 1993.

SINVAL, M. J. F. M. O "X" da questão O fenômeno Xuxa e a construção das crianças com o "X". 2010. 84 f. Dissertação (Mestrado em Comunicação e Semiótica) - Faculdade de Comunicação Social, Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, São Paulo, 2010.

VALDIVIA, A. N.; CURRY, R. Xuxa at the Borders of Global TV: The Institutionalization and Marginalization of Brazil's Blonde Ambition. Camera Obscura, n. 38, p. 31-59, 1998.

VALDIVIA, A. N.; CURRY, R. Xuxa!: Can Latin Americans Be Blonde or Can the United States Tolerate a Latin American? In: VALDIVIA, A. N. A Latina in the Land of Hollywood and Other Essays on Media Culture Tucson: University of Arizona Press, 2000. p. 125-147.

ZOLIN-VESZ, F.; JESUS, D. M. A constituição discursiva da predestinação de Xuxa. Signótica, Goiânia, v. 24, n. 2, p. 323-338, jul./dez. 2012.

Downloads

Publicado

01-03-2013