O ENEM e a política linguística para a língua inglesa no contexto brasileiro

Autores

  • Andrea Barros Carvalho de Oliveira Instituto Federal de São Paulo Autor

Palavras-chave:

política linguística, representações, língua inglesa, impacto, Exame Nacional do Ensino Médio

Resumo

Neste artigo discuto os resultados de uma pesquisa cujo foco foi a política linguística para o inglês no Brasil, especificamente, os efeitos da Prova de Inglês do ENEM nas representações e nas práticas relacionadas ao idioma. Adotou-se a concepção teórica de Shohamy (2006), segundo a qual a compreensão da política linguística não se restringe à análise da legislação visto que a política real é colocada em prática por meio de mecanismos, ou seja, de recursos implícitos tais como placas de trânsito e exames de línguas. Desta forma, além da análise da legislação que trata do inglês, foram realizadas entrevistas com estudantes de um curso pré-vestibular, professores e coordenadores de inglês da rede pública. Verificou-se que o pressuposto de que a presença da língua inglesa no ENEM posicionaria o exame como um mecanismo de política linguística não se confirmou, uma vez que não houve um impacto significativo da prova de inglês do ENEM nas representações e nas práticas relatadas pelos participantes deste estudo.

 

 

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Biografia do Autor

  • Andrea Barros Carvalho de Oliveira, Instituto Federal de São Paulo

    Fez mestrado e doutorado em Linguística Aplicada pela Unicamp na área de Educação e Sociedade. É professora efetiva do Instituto Federal de São Paulo, câmpus São Roque, desde 2016.

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Publicado

28-06-2019

Edição

Seção

Número temático - Language policies (apenas artigos em inglês / lançamento em 2019)