Testimonies of Language Teachers

Utterances about the New Brazilian High School and its Pathways

Authors

DOI:

https://doi.org/10.17851/2237-2083.33.2.182–198

Keywords:

testimony, subject, discursive memory, Discourse Analysis, education policy

Abstract

Law No. 13,415 (Brazil, 2017), by instituting the reform of Brazilian upper secondary education, reorganizes the school space and calls upon teachers to signify themselves under new conditions of production, marked by the logic of flexibilization. In this context, this article analyzes utterances of language teachers from public schools in Chapecó/SC, who were called to teach in the so-called Itinerários Formativos [formative tracks], taking them as testimonies inscribed in language from a place of displacement. The aim is to understand them not as individual accounts, but as sayings traversed by memory, ideology, and the confrontation with what is instituted as truth about public schooling. The research is grounded in French Discourse Analysis, as formulated by Orlandi (1999 [2020]), in articulation with the notions of subterranean memory (Pollak, 1989) and testimony as a gesture that does not close in meaning (Mariani, 2016). The corpus consists of three discursive sequences drawn from interviews conducted in 2022, in which the functioning of language is marked by hesitation, repetition, and metaphor. These elements produce meaning effects that point to a real resistant to symbolization and reinscribe ways of being and inhabiting the teaching profession in public schools. In this sense, the teacher-subject appears as traversed by a memory that escapes official policy and reinscribes the experience of teaching as an ethical-political gesture. Testimony, in this functioning, does not organize memory as remembrance, but as an insistence that destabilizes consensus and opens space for other possibilities of listening to the public school.

Author Biographies

  • Irene Cristina Kohler, Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS) | Chapecó | SC | BR

    Doutoranda em estudos Linguísticos pela Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS), com bolsa UNIEDU. Mestra em Estudos Linguísticos pela mesma instituição. Possui graduação em Letras-Inglês pela Universidade Estadual do Centro-Oeste (UNICENTRO). professora efetiva da Educação básica do estado de Santa Catarina. É membro de GELINDI - Grupo de Estudos Lingua(gem), Discurso e Identidade e do Grupo de Estudos em Análise de Discurso - GEAD.  Interessa-se, principalmente, por pesquisas que abordam as recentes mudanças no Ensino Médio no contexto educacional brasileiro.

  • Ângela Derlise Stübe, Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS) | Chapecó | SC | BR

    Mestra (2000) em Letras pela Universidade Federal de Santa Maria e doutora (2008) em Linguística Aplicada pela Universidade Estadual de Campinas. Atualmente, é professora da Universidade Federal da Fronteira Sul, Campus Chapecó, Santa Catarina, no curso de graduação em Letras e no Programa de pós-Graduação em Estudos Linguísticos (PPGEL). Trabalha, principalmente, com os seguintes temas: formação de professores, discurso pedagógico, ensino-aprendizagem de língua materna, políticas linguísticas. É membro do GT Práticas Identitárias em linguística Aplicada, na ANPOLL; líder do grupo de Pesquisa Lingua(gem), Discurso e Subjetividade; integrante do Fronteiras: Laboratório de Estudos do Discurso; e coordena o GELINDI - Grupo de Estudos Lingua(gem), Discurso e Identidade.

References

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Published

2026-03-30

Issue

Section

Narrativas de teor testemunhal como discursos de resistência

How to Cite

Testimonies of Language Teachers: Utterances about the New Brazilian High School and its Pathways. Revista de Estudos da Linguagem, [S. l.], v. 33, n. 2, p. 182–198, 2026. DOI: 10.17851/2237-2083.33.2.182–198. Disponível em: https://periodicos.ufmg.br/index.php/relin/article/view/59213. Acesso em: 1 apr. 2026.