Arranjos figurativos no itinerário simbólico de O romance do pavão misterioso
uma análise Semiótica Greimasiana
DOI:
https://doi.org/10.17851/2237-2083.34.2.50-85Palavras-chave:
semiótica discursiva, literatura de cordel, pavão misteriosoResumo
O artigo esboça uma leitura do cordel O romance do pavão misterioso, obra idealizada pelo paraibano José Camelo de Melo Rezende na década de 20 do século passado. Para tanto, toma como fundamento o percurso gerativo do sentido da semiótica greimasiana, com o objetivo de chegar à significação contida no texto por meio da identificação das estruturas discursivas, narrativas e fundamentais. O estudo de natureza qualitativa, bibliográfica, exploratória e documental, pauta-se na semiótica discursiva mediante leituras efetuadas em Barros (2001; 2005), Fiorin (2002), Rodrigues (2006), entre outras, demonstrando as ideologias que sustentam os arranjos narrativos e discursivos das relações estabelecidas entre os sujeitos semióticos e os seus objetos de valor. Esses elementos são evidenciados a partir dos procedimentos de actorialização, espacialização e temporalização, e por meio do processo de discursivização temático e figurativo que dá coerência à ideia sustentada pelo enunciador. Este revestimento semântico da narrativa rezendiana permitiu a constatação de um sistema de valor próprio do universo dos contos maravilhosos, com raízes fincadas na tradição oral, em interface com elementos da cultura popular nordestina. À vista disso, constatou-se que os aspectos discursivos estruturantes do texto são representados pelos processos sociocognitivos atrelados às estruturas de conhecimento e experiência socioculturais e históricas do povo brasileiro.
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