On the Government Campaigns of Dilma and Bolsonaro

An Analysis of the Meanings Attributed to School (2013-2019)

Authors

DOI:

https://doi.org/10.17851/2237-2083.34.1.106-129

Keywords:

government campaigns, public school, discourse analysis, ideology

Abstract

Abstract: This article analyzes the meanings produced in advertising campaigns by the Brazilian Ministry of Education (MEC), aired between 2013 and 2019, comparing the educational discourses of progressive and conservative governments. The analysis of linguistic materiality allows for an understanding of the ideological functioning of language, highlighting distinct conceptions of education and symbolic disputes over the role of public schools in Brazil. The study is based on French-line Discourse Analysis (DA), developed by Michel Pêcheux in the 1960s, which conceives language as a mediation between humans and reality, enabling both the persistence and the transformation of the subject and the world in which they live. In this process, the political discursivities that traverse education and public schooling guide pedagogical practices and produce meanings regarding the social positions of the subjects involved in the teaching and learning process—students, teachers, and the school community. The corpus consists of two advertisements produced in distinct contexts: one during Dilma Rousseff’s government, aligned with a democratic school oriented toward inclusion and citizenship; and another during Jair Bolsonaro’s government, linked to the militarization of public schools, emphasizing discipline, order, and moral control. The study adopts a comparative approach, examining the different discursive positions embedded in the advertising campaigns, revealing how each government materializes distinct educational and school projects. It is concluded that the analyzed discourses reveal the tension between a democratic school project and initiatives aimed at subservience and social control.

Author Biography

  • Nilton César Ferreira, Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP) | Campinas | SP | BR

     

     

References

ALTHUSSER, L. Observações sobre uma categoria: processo sem sujeito e sem fim(s). In: ALTHUSSER, L. Posições-1. Rio de Janeiro: Graal, 1973. p. 66-71.

ALTHUSSER, L. Aparelhos Ideológicos de Estado: nota sobre os Aparelhos Ideológicos de Estado. 7. ed. Rio de Janeiro: Graal, 2010.

BASILIO, M. Formação e classes de palavras no português do Brasil. 3. ed. São Paulo: Contexto, 2017.

BRANDÃO, H. H. N. Introdução à análise do discurso. 3. ed. Campinas: Editora da Unicamp, 2012.

BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil. Brasília: Congresso Nacional, 1988. Disponível em: https://www2.senado.leg.br/bdsf/bitstream/handle/id/518231/CF88_Livro_EC91_2016.pdf. Acesso em: 01 abr. 2026.

BRASIL. Governo Federal. Propaganda do Governo Federal: Escola integral - ProUni - Fies - Ciência sem Fronteiras CsF. Brasília: Ministério da Educação, 2013. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=zN7cqOj-4A8. Acesso em: 01 abr. 2026.

BRASIL. Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira. Resultados do IDEB 2013 - Ensino Médio por Unidade da Federação. Brasília: INEP/MEC, 2014.

BRASIL. Governo Federal. Presidente lança Programa Nacional das Escolas Cívico-Militares. Brasília: Ministério da Educação, 2019a. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=Jz5Q5PAFSL0. Acesso em: 01 abr. 2026.

BRASIL. Decreto nº 10.004, de 5 de setembro de 2019. Institui o Programa Nacional das Escolas Cívico-Militares. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 6 set. 2019b.

DÁVILA, S. TCESP suspende contratação de PMs para escolas cívicomilitares de Tarcísio de Freitas. Edição de Educação. Folha de S. Paulo, 04 set. 2025. Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/educacao/2025/09/tribunal-de-contas-suspende-contratacao-de-pms-para-escolas-civico-militares-de-tarcisio.shtml. Acesso em: 01 abr. 2026.

DEMIER, F. O barulho dos inocentes: a revolta dos “homens de bem”. In: DEMIER, F.; HOEVELER, R. (Orgs.). A onda conservadora: ensaios sobre os atuais tempos sombrios no Brasil. Rio de Janeiro: Mauad, 2016. p. 09-24.

DIAS, Z. R.; RIBEIRO, A. C. Escolas cívicomilitares: conservadorismo e retrocesso na educação brasileira. Revista Teias, Rio de Janeiro, v. 22, p. 406426, out./dez. 2021. DOI: https://doi.org/10.12957/teias.2021.59634

FOUCAULT, M. Nascimento da biopolítica: curso dado no Collège de France (1978-1979). São Paulo: Martins Fontes, 2008.

FREITAS, R. A. de; SILVA, S. D. “Se a base da educação é a mesma, as oportunidades também serão”? A propaganda sobre educação no governo Temer. Revista de Informação e Notícias, Recife, v. 24, n. 1, p. 0117, 2018. DOI: https://doi.org/10.51359/2175-294x.2018.237922.

GERTH, H.; MILLS, W. Caráter e estrutura social: a psicologia das instituições sociais. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1973.

GOULART, J. M. de O.; AMARAL, D. P. do. Militarização de escolas e a gestão democrática: os sentidos da desdemocratização do ensino público. Revista Brasileira de Política e Administração da Educação, Brasília, v. 39, n. 1, p.0121, 2023. DOI: https://doi.org/10.21573/vol39n12023.128742.

GRIGOLETTO, E. Do lugar social ao lugar discursivo: o imbricamento de diferentes posições-sujeito. In: SEMINÁRIO DE ESTUDOS EM ANÁLISE DO DISCURSO (SEAD), II., 2005, Porto Alegre. Anais... Porto Alegre: UFRGS, 2005. p. 01-11. Disponível em: https://www.ufrgs.br/analisedodiscurso/anaisdosead/2SEAD/SIMPOSIOS/EvandraGrigoletto.pdf. Acesso em: 01 abr. 2026.

HAN, B.-C. Sociedade do cansaço. Trad. Enio Paulo Giachini. 2. ed. Petrópolis: Vozes, 2017.

INDURSKY, F. Polêmica e denegação: dois funcionamentos discursivos da negação. Cadernos de Estudos Linguísticos, Campinas, v. 19, p. 117-122, jul./dez. 1990. DOI: https://doi.org/10.20396/cel.v19i0.8636829.

LAGAZZI, S. O desafio de dizer não. Campinas: Pontes, 1988.

LUCKESI, C. C. Filosofia da Educação. São Paulo: Cortez, 1994.

MACEDO, J. M. de; LAMOSA, R. A. A regulação do trabalho docente no contexto da reforma gerencial da educação. Revista Contemporânea de Educação, Rio de Janeiro, v. 10, n. 20, p. 133-152, jul./dez. 2015. DOI: https://doi.org/10.20500/rce.v10i20.2288.

MARCUSCHI, L. A. Gêneros textuais emergentes no contexto da tecnologia digital. In: MARCUSCHI, L. A.; XAVIER, A. C. (Orgs). Hipertexto e gêneros digitais: novas formas de construção de sentido. 3. ed. São Paulo: Cortez, 2010. p. 15-80.

MARIANI, B. S. C. O PCB e a imprensa: os comunistas no imaginário dos jornais (1922-1989). Campinas: Editora da Unicamp, 1998.

ORLANDI, E. P. Análise de discurso: princípios e procedimentos. Campinas: Pontes, 2000.

ORLANDI, E. P. A linguagem e seu funcionamento: as formas do discurso. 5. ed. Campinas: Pontes, 2009.

ORLANDI, E. P. As formas do silêncio: no movimento dos sentidos. Campinas: Editora da Unicamp, 2010.

PÊCHEUX, M. Análise Automática do Discurso (AAD-1969). In: GADET, F.; HAK, T. (Orgs.). Por uma Análise Automática do Discurso: uma introdução à obra de Michel Pêcheux. Trad. Eni Puccinelli Orlandi. Campinas: Unicamp, 2010. p. 59-158.

PÊCHEUX, M.; FUCHS, C. A propósito da Análise Automática do Discurso: atualização e perspectivas [1975]. In: GADET, F.; HAK, T. (Orgs.). Por uma Análise Automática do Discurso: uma introdução à obra de Michel Pêcheux. Trad. Eni Puccinelli Orlandi. Campinas: Unicamp, 2010. p. 159-250.

PÊCHEUX, M. Foi “propaganda” mesmo que você disse? [1979]. Trad. Eni Orlandi. In: ORLANDI, E. P. (Org.). Análise de Discurso: Michel Pêcheux. 3. ed. Campinas: Pontes, 2011. p. 73-92.

PÊCHEUX, M. Semântica e discurso: uma crítica à afirmação do óbvio. Trad. Eni Puccinelli Orlandi et al. 4. ed. Campinas: Editora da Unicamp, 2009.

POSSENTI, S. Teoria do discurso: um caso de múltiplas rupturas. In: MUSSALIM, F.; BENTES, A. C. (Orgs.). Introdução à Linguística: fundamentos epistemológicos, v. 3. 5. ed. São Paulo: Cortez, 2011. p. 353-391.

ROUSSEAU, J.-J. Do contrato social. São Paulo: Abril Cultural, 1983.

SAVIANI, D. Escola e democracia. 42. ed. Campinas: Autores Associados, 2012.

SILVA, C. R. C. Linguagem, poder e ideologia: uma análise crítica discursiva do Escola Sem Partido. Educação em Foco, Belo Horizonte, v. 23, n. 40, p. 174-190, 2020. DOI: https://doi.org/10.24934/eef.v23i40.4602.

SILVEIRA, M. H. Concepções e funções de TV e vídeo na comunicação educativa. In: FIORENTINI, L. M. R.; CARNEIRO, V. L. Q. (coords.). TV na escola e os desafios de hoje: curso de extensão para professores do Ensino Fundamental e Médio da rede pública. Módulo 1. 2. ed. Brasília: Editora da Universidade de Brasília, 2001.

TENÓRIO NETO, J. F.; ERICSON, S. “Uma ponte para o futuro”: efeitos de sentido do discurso neoliberal no Brasil. Revista da ABRALIN, [S. l.], v. 19, n. 3, p. 409-428, 2020. DOI: https://doi.org/10.25189/rabralin.v19i3.1739.

TILLY, C. Democracia. Trad. Raquel Weiss. Petrópolis: Vozes, 2013.

TOZONI-REIS, M. F. de C. A contribuição da Sociologia da Educação para a compreensão da educação escolar. In: PINHO, S. Z. de (Org.). Cadernos de Formação: Formação de Professores. Educação, Cultura e Desenvolvimento. v. 3. São Paulo: Cultura Acadêmica, 2010. p. 53-67. Disponível em: https://acervodigital.unesp.br/bitstream/123456789/169/3/01d09t03.pdf. Acesso em: 01 abr. 2026.

VEIGA-NETO, A. Governamentalidades, Neoliberalismo e Educação. In: BRANCO, G. C.; VEIGA-NETO, A. (Orgs.). Foucault: filosofia & política. Belo Horizonte: Autêntica, 2011. p. 37-52.

Published

2026-05-21

How to Cite

On the Government Campaigns of Dilma and Bolsonaro: An Analysis of the Meanings Attributed to School (2013-2019). Revista de Estudos da Linguagem, [S. l.], v. 34, n. 1, p. 106–129, 2026. DOI: 10.17851/2237-2083.34.1.106-129. Disponível em: https://periodicos.ufmg.br/index.php/relin/article/view/56515. Acesso em: 23 jul. 2026.