Diachronic Variation of Linguistic Transparency in Brazilian Portuguese
The Role of the Percentage Increase in the Use of “a gente” (“we”) Instead of “nós” (“we”)
DOI:
https://doi.org/10.17851/2237-2083.34.1.181-208Keywords:
linguistic transparency, linguistic change, subject argument, cross-reference.Abstract
Abstract: This article addresses the diachronic variation in the degree of linguistic transparency of Brazilian Portuguese (BP). The purpose of the paper is to analyze how the transparency of BP is affected by an ongoing linguistic change, the increasing use of the pronoun “a gente” (“we”) instead of the pronoun “nós” (“we”). The theoretical framework is based on Functional Discourse Grammar, which is complemented by a group of works that describe the change “nós/a gente”. The data examined are distributed from the 19th to the 21st century and they are selected from Brazilian theatre plays. The paper argues, on a theoretical basis, that the transparency of BP is in fact influenced by the change “nós/a gente” (in interaction with other factors). Then, it demonstrates the specific role of this change based on quantitative analysis, showing that the diachronic variation between “nós/a gente” contributes to decrease the transparency of BP.
References
ASSUMPÇÃO, L. Ilustríssimo Filho da mãe. In: ASSUMPÇÃO, L. Onze peças de Leilah Assumpção. Rio de Janeiro: Casa da Palavra, 2010, p. 575-603.
BECHARA, E. Moderna gramática portuguesa. 37ª ed. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2009.
BORGES, P. R. S. A gramaticalização de a gente no português brasileiro: análise histórico-social-linguística da fala das comunidades gaúchas de Jaguarão e Pelotas. 2004. 206f. Tese (Doutorado em Linguística) – Universidade Federal do Rio Grande do Sul, 2004.
BORGES, P. R. S. As dimensões sociais da mudança em peças de teatro de autores gaúchos: uma contribuição para o estudo da inserção e da propagação do pronome a gente no português brasileiro. Cadernos do Instituto de Letras, Porto Alegre, v. 1, n. 59, p. 71-88, 2019. DOI: https://doi.org/ 10.22456/2236-6385.92310.
BARBOSA, M. C.; FALABELLA, M. Síndromes. In: BARBOSA, M. C.; FALABELLA, M. Querido mundo e outras peças. Rio de Janeiro: Lacerda Editores, 2003, p. 261- 292.
BUARQUE, C. Ópera do malandro. São Paulo: Cultura, 1978.
CAFEZEIRO, E.; GUERRA, R. Angélica e Firmino. In: CAFEZEIRO, E.; GUERRA, R. Teatro completo de Araújo Porto-Alegre. Rio de Janeiro: Funarte; Brasília: Ministério da Cultura, 1997. t. 2. p. 56-108.
CÂMARA JR., J. M. A Estrutura da língua portuguesa. 19ª ed. Petrópolis: Vozes, 1989.
CASTILHO, A. T. Nova Gramática do Português Brasileiro. São Paulo: Contexto, 2010.
CASTILHO, A. T. (org.). História do português brasileiro: corpus diacrônico do português brasileiro. São Paulo: Contexto, 2019.
CROFT, W. Typology and universals. Cambridge: Cambridge University Press, 2003.
DUARTE, M. E. L. Do pronome nulo ao pronome pleno: a trajetória do sujeito no português do Brasil. In: ROBERTS, I.; KATO, M. A. (orgs.). Português brasileiro: uma viagem diacrônica. Campinas: Editora da Unicamp, 1993, p. 107-128.
DUARTE, M. E. L. A perda do princípio “evite pronome” no português brasileiro. 1995. 151f. Tese (Doutorado em Ciências) – Instituto de Estudos da Linguagem, Universidade Estadual de Campinas, 1995.
FRANÇA JÚNIOR, J. J. Cahio o ministério: comedia original de costumes em tres actos por França Junior. Rio de Janeiro: Livraria Popular de A. A. da Cruz Coutinho Livreiro Editor, 1883. Disponível em: https://digital.bbm.usp.br/handle/bbm/7463. Acesso em: 31 jan. 2025.
GOMES, A. D. A invasão. In: GOMES, A. D. A invasão; A revolução dos beatos: teatro. Rio de Janeiro: Editora Civilização Brasileira, 1962, p. 1-125.
GONÇALVES, S. C. L. Projeto ALIP (Amostra Linguística do Interior Paulista): o português falado na região de São José do Rio Preto – constituição de um banco de dados anotado para o seu estudo. São José do Rio Preto: UNESP (Relatório científico, FAPESP), 2007.
GONZAGA, A. Ministro do Supremo: comedia em tres actos. In: GONZAGA, A. Comedias. São Paulo: Livraria Teixeira, Vieira Pontes & Cia, 1940, p. 1-79.
GRÁNDEZ ÁVILA, M. Language transparency in Functional Discourse Grammar: the case of Quechua. Linguistics in Amsterdam, Amsterdam, v. 4, n. 2, p. 22-56, 2011. Disponível em: https:// linguisticsinamsterdam.nl/home?issue=42. Acesso em: 04 mar. 2024.
GUERRA, A. R. Diacronia do grau de transparência do sistema de referência por expressão pronominal e desinencial do argumento-sujeito de 1ª e 2ª pessoas no português brasileiro. 2017. 170f. Tese (Doutorado em Estudos Linguísticos) – Instituto de Biociências, Letras e Ciências Exatas, Universidade Estadual Paulista, São José do Rio Preto, 2017.
GUERRA, A. R. Variação diacrônica do grau de transparência linguística do português brasileiro: o papel do aumento percentual da expressão pronominal do argumento-sujeito. Cadernos de Estudos Linguísticos, Campinas, v. 63, p. 1-16, e021011, 2021. DOI: https://doi.org/ 10.20396/cel.v63i00.8657215.
GUERRA, A. R. Descrição diacrônica da expressão pronominal do argumento-sujeito no português brasileiro. Revista do GEL, v. 19, n. 3, p. 203-230, 2022. DOI: http://dx.doi.org/ 10.21165/ gel.v19i3.3449.
HAIMAN, J. Iconic and economic motivation. Language, v. 59, n. 4, p. 781-819, 1983. DOI: https://doi.org/10.2307/413373.
HENGEVELD, K. Transparency in Functional Discourse Grammar. Linguistics in Amsterdam, Amsterdam, v. 4, n. 2, p. 1-22, 2011a. Disponível em: https://linguisticsinamsterdam.nl/home?issue=42. Acesso em: 04 mar. 2024.
HENGEVELD, K. Epilogue: degrees of transparency. Linguistics in Amsterdam, Amsterdam, v. 4, n. 2, p. 110-114, 2011b. Disponível em: https://linguisticsinamsterdam.nl/home?issue=42. Acesso em: 04 mar. 2024.
HENGEVELD, K.; LEUFKENS, S. Transparent and non-transparent languages. Folia Linguistica, v. 52, n. 1, p. 139-175, 2018. DOI: https://doi.org/10.1515/flin-2018-0003.
HENGEVELD, K.; MACKENZIE, J. L. Functional Discourse Grammar. New York: Oxford University Press, 2008.
HOPPER, P. J. On some principles of grammaticalization. In: TRAUGOTT, E. C; HEINE, B. (eds.) Approaches to grammaticalization. Philadelphia: John Benjamins Company, 1991. v. 1, p. 17-35.
LEUFKENS, S. The transparency of creoles. Journal of Pidgin and Creole Languages, Amsterdam, v. 28, n. 2, p. 323-362, 2013. DOI: https://doi.org/10.1075/jpcl.28.2.03leu.
LEUFKENS, S. Transparency in language: a typological study. Utrecht: LOT, 2015.
LOPES, C. R. S. A inserção de “a gente” no quadro pronominal do português: percurso histórico. 1999. 181f. Tese (Doutorado em Linguística) – Universidade Federal do Rio de Janeiro, 1999.
LOPES, C. R. S. O quadro dos pronomes pessoais. In: VIEIRA, S. R.; BRANDÃO, S. F. (orgs.). Morfossintaxe e ensino de português:reflexões e propostas. Rio de Janeiro: UFRJ, 2004. p. 151-178.
MACEDO, J. M. A torre em concurso: comedia burlesca em tres actos. Rio de Janeiro: B. L. Garnier, Editor, 1863. Disponível em: https://digital.bbm.usp.br/handle/bbm/3997. Acesso em: 33 jan. 2025.
NORDHOFF, S. Transparency in Sri Lanka Malay. Linguistics in Amsterdam, Amsterdam, v. 4, n. 2, p. 96-110, 2011. Disponível em: https://linguisticsinamsterdam.nl/home?issue=42. Acesso em: 11 mar. 2024.
OMENA, N. P.; BRAGA, M. L. A gente está se gramaticalizando? In: MACEDO, A. T.; RONCARATI, C.; MOLLICA, M. C. (orgs.). Variação e discurso. Rio de Janeiro: Tempo Brasileiro, 1996. p. 75-84.
PACHECO, C. S. A diacronia e a sincronia dos pronomes de primeira pessoa do plural nós e a gente no português brasileiro e no português uruguaio. Revista de Estudos da Linguagem, Belo Horizonte, v. 26, n. 1, p. 221-253, 2018.
PENA, L. C. M. Os irmãos das almas: comedia em um acto. Rio de Janeiro: [s.n.], 1847. Disponível em: https://digital.bbm.usp.br/handle/bbm/4053. Acesso em: 30 jan. 2025.
RAPOSO, E. P. Teoria da gramática: a faculdade da linguagem. Lisboa: Editorial Caminho, 1992.
RODRIGUES, N. Album de familia. In: RODRIGUES, N. Album de família e vestido de noiva. Rio de Janeiro: Edições do Povo, 1946, p.7-144.
RUBIO, C. F.; GONÇALVES, S. C. L. Opções metodológicas no estudo de fenômenos variáveis relacionados à primeira pessoa do discurso no plural. Gragoatá, Niterói, v. 15, n. 29, p. 161-182, 2010. DOI: https://doi.org/10.22409/gragoata.v15i29.33080.
SANTANA, A. M. B. Nós e a gente: um retrato do português popular de Salvador. 2014. 114f. Dissertação (Mestrado em Linguística) – Universidade do Estado da Bahia, 2014.
SEARA, I. C. A variação do sujeito nós e a gente na fala florianopolitana. Organon, Porto Alegre, v. 14, n. 28-29, p. 179-194, 2000. Disponível em: https://seer.ufrgs.br/index.php/
organon/issue/view/1710. Acesso em: 02 set. 2024.
SEGUIN, L. Transparency and language contact: the case of Haitian Creole, French and Fongbe. Linguistics in Amsterdam, Amsterdam, v. 11, n. 2, p. 211-242, 2018. Disponível em: https:// linguisticsinamsterdam.nl/home?issue=112. Acesso em 11 mar. 2024.
SLOBIN, D. I. Language change in childhood and in history. In: MACNAMARA, J. (ed.). Language learning and thought. New York: Academic Press, 1977. p. 185-214.
TARALLO, F. Diagnosticando uma gramática brasileira: o português d’aquém e d’além-mar ao final do século XIX. In: ROBERTS, I.; KATO, M. A. (orgs.). Português brasileiro: uma viagem diacrônica. Campinas: Editora da Unicamp, 1993, p. 69-105.
VIANNA, J. B. S.; LOPES, C. R. S. A variação entre nós e a gente: uma comparação entre o português europeu e o português brasileiro. Revista do GELNE, Natal, v. 14, n. 1/2, p. 95-116, 2012. Disponível em: https://periodicos.ufrn.br/gelne/issue/view/525. Acesso em: 09 set. 2024.
