Colorismo em metáfora
uma análise conceitual e ideológica da metáfora COLORISMO É PALETA DE CORES
DOI:
https://doi.org/10.17851/2237-2083.34.2.86-102Palabras clave:
colorismo, classificação social, metáfora multimodalResumen
Este trabalho teve a pretensão de refletir sobre o colorismo, também chamado de pigmentocracia, a partir da metáfora COLORISMO É PALETA DE CORES. Para tanto, assumiu-se a perspectiva teórica da metáfora multimodal, de maneira a prover insumo para problematizar o construto classificacional da sociedade brasileira baseado em cores e analisar os diferentes processos sociais nele envolvidos. Com isso em mente, buscaram-se, como arcabouço teórico, trabalhos que relacionam discurso e ideologia, em especial Hodge, Kress e Jones (1979), Fairclough (1989) e Bessa e Sato (2018), juntamente com Lakoff e Johnson (1980, 1999), Forceville (1996, 2008, 2009), Johnson (2017) e Sperandio (2019, 2020), para tratar das questões relacionadas à construção conceitual do termo Colorismo pelo viés cognitivo. A metodologia empregada se baseou na análise crítica dos referenciais teóricos, articulando conceitos oriundos da Linguística Cognitiva e dos estudos discursivos. A análise apontou para um sistema de relações humanas excludentes e para a necessidade de repensar as formas de avaliação humana de maneira respeitosa e, por isso, contrária às formas de discriminação e injustiça, que, ligadas a um preconceito histórico, relega grande parte da população à subalternidade, sendo um entrave para sua ascensão social.
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