Relação entre empatia e qualidade de vida: um estudo com profissionais da atenção primária à saúde

Autores

  • Danielle Bordin Universidade Estadual de Ponta Grossa, Departamento de Enfermagem e Saúde Pública, Ponta Grossa PR , Brasil, Universidade Estadual de Ponta Grossa - UEPG, Departamento de Enfermagem e Saúde Pública. Ponta Grossa, PR - Brasil. http://orcid.org/0000-0001-7861-0384
  • Vivian Carla Vascoski UEPG, Departamento de Odontologia, Ponta Grossa PR , Brasil, UEPG, Departamento de Odontologia. Ponta Grossa, PR - Brasil. http://orcid.org/0000-0002-7311-3685
  • Álex Renan Gonçalves Pereira UEPG, Departamento de Odontologia, Ponta Grossa PR , Brasil, UEPG, Departamento de Odontologia. Ponta Grossa, PR - Brasil. http://orcid.org/0000-0002-8052-9339
  • Celso Bilynkievycz dos Santos UEPG, Departamento de Odontologia, Ponta Grossa PR , Brasil, UEPG, Departamento de Odontologia, Assuntos Estudantis. Ponta Grossa, PR - Brasil. http://orcid.org/0000-0003-2107-8299
  • Camila Zanesco UEPG, Setor de Ciências Biológicas e da Saúde, Programa de Pós-Graduação em Ciências da Saúde, Ponta Grossa PR , Brasil, UEPG, Setor de Ciências Biológicas e da Saúde, Programa de Pós-Graduação em Ciências da Saúde. Ponta Grossa, PR - Brasil. http://orcid.org/0000-0001-8326-0390
  • Cristina Berger Fadel UEPG, Departamento de Odontologia, Ponta Grossa PR , Brasil, UEPG, Departamento de Odontologia. Ponta Grossa, PR - Brasil. http://orcid.org/0000-0002-7303-5429

DOI:

https://doi.org/10.35699/2316-9389.2019.49728

Palavras-chave:

Educação em Saúde, Saúde Bucal, Pessoal de Saúde, Relações Comunidade-Instituição

Resumo

Objetivo: compreender a relação entre comportamento empático e qualidade de vida de trabalhadores da rede pública de atenção à saúde no âmbito primário. Material e método: trata-se de estudo transversal, tipo inquérito, quantitativo, que investigou 111 profissionais da atenção primária em saúde (cirurgiões-dentistas, médicos e enfermeiros) e 888 usuários. Para avaliar a empatia e qualidade de vida utilizaram-se os instrumentos The World Health Organization Quality of Life Assessment - Bref e o Consultation and Relational Empathy, respectivamente. A variável dependente empatia global foi criada a partir da junção de questões, e as independentes referiram-se as características demográficas, de trabalho e de qualidade de vida. Para a análise, realizou-se teste de redução de dimensionalidade e regressão logística. Resultados: verificou-se que 32% dos profissionais apresentaram empatia global parcial. Indivíduos com menos de 30 anos e entre 41 e 50 anos apresentaram-se menos empáticos, enquanto os com mais de 50 anos foram mais empáticos. A satisfação reduzida com a capacidade de trabalho amplia as chances de empatia global parcial (OR=1,81), assim como a necessidade extrema ou a ausência de tratamento médico para levar sua vida (OR=1,80; OR=1,52), a elevada oportunidade de lazer (OR=1,30), a alta satisfação do profissional quanto ao acesso próprio aos serviços de saúde (OR=2,67) e frequência significativa de sentimentos negativos (OR=2,53; OR=1,24). Conclusão: o comportamento empático dos profissionais apresenta relação direta com a idade e várias dimensões da qualidade vida, sendo fundamental o investimento em estratégias potencializadoras da qualidade de vida do trabalhador, para qualificação direta dos serviços por eles prestados.

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Referências

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Publicado

17-02-2020

Como Citar

1.
Bordin D, Vascoski VC, Pereira Álex RG, Santos CB dos, Zanesco C, Fadel CB. Relação entre empatia e qualidade de vida: um estudo com profissionais da atenção primária à saúde. REME Rev Min Enferm. [Internet]. 17º de fevereiro de 2020 [citado 23º de maio de 2024];23(1). Disponível em: https://periodicos.ufmg.br/index.php/reme/article/view/49728

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