Perfil epidemiológico do atendimento antirrábico humano em uma área de planejamento do município do rio de janeiro

Autores

  • Adriana Oliveira do Nascimento Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro, Escola de Enfermagem Alfredo Pinto, Rio de Janeiro RJ , Brasil, Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro – UNIRIO, Escola de Enfermagem Alfredo Pinto. Rio de Janeiro, RJ – Brasil http://orcid.org/0000-0002-2903-5165
  • Rodrigo Aguilar Constantino Matos Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro, Divisão de Vigilância em Saúde, Rio de Janeiro RJ , Brasil, Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro – SMS/RJ, Divisão de Vigilância em Saúde. Rio de Janeiro, RJ – Brasil http://orcid.org/0000-0001-8834-5502
  • Simone Mendes Carvalho Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro, Departamento de Enfermagem de Saúde Pública, Rio de Janeiro RJ , Brasil, UNIRIO, Departamento de Enfermagem de Saúde Pública. Rio de Janeiro, RJ – Brasil. http://orcid.org/0000-0001-8821-9725
  • Vanessa de Almeida Ferreira Corrêa Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro, Departamento de Enfermagem de Saúde Pública, Rio de Janeiro RJ , Brasil, UNIRIO, Departamento de Enfermagem de Saúde Pública. Rio de Janeiro, RJ – Brasil. http://orcid.org/0000-0001-7121-4493
  • Mary Ann Menezes Freire Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro, Departamento de Enfermagem de Saúde Pública, Rio de Janeiro RJ , Brasil, UNIRIO, Departamento de Enfermagem de Saúde Pública. Rio de Janeiro, RJ – Brasil. http://orcid.org/0000-0002-6255-9999

DOI:

https://doi.org/10.35699/2316-9389.2019.49751

Palavras-chave:

Raiva, Vacinas Antirrábicas, Monitoramento Epidemiológico, Atenção Primária à Saúde, Saúde Pública

Resumo

A raiva é considerada um problema de saúde pública no Brasil e no mundo. O atendimento antirrábico está entre os três agravos de maior notificação no país. Objetivos: descrever e caracterizar o perfil epidemiológico do atendimento antirrábico no município do Rio de Janeiro, na área programática 2.1, no período de 2010 a 2015. Metodologia: estudo descritivo retrospectivo dos registros referentes aos atendimentos antirrábicos humanos inseridos no Sistema de Informação de Agravos de Notificação do município do Rio de Janeiro. Para a seleção dos dados utilizou-se o programa TabWin 32; a organização e análise foram desenvolvidas no Excel©. Resultados: foram encontrados 8.681 registros. Destes, 8.235 (94,9%) foram atendimentos por provável pós-exposição ao vírus rábico. Das 8.235 notificações, 70% eram brancas, 56% do sexo feminino, com destaque para a faixa etária de 20 a 59 anos (54,7%). A principal forma de agressão foi a mordedura (83,1%) em mãos/ pés (41%), e o principal agressor os cães (74,4%), sendo indicadas em 72,3% dos casos observação e vacina. Conclusão: constatou-se que o perfil epidemiológico do atendimento antirrábico na área programática 2.1 ocorreu em pessoas brancas do sexo feminino com o tipo de exposição mordedura em mãos e pés, tendo como animal agressor o cão. Esses dados ajudam a pensar estratégias de prevenção. Torna-se importante a ampliação dos serviços que realizam o atendimento antirrábico, sobretudo vinculado à Estratégia de Saúde da Família. A capilarização desse atendimento é, no mínimo, um redutor de risco para a ocorrência da doença, por permitir os cuidados básicos imediatos.

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Publicado

20-12-2019

Como Citar

1.
Nascimento AO do, Matos RAC, Carvalho SM, Corrêa V de AF, Freire MAM. Perfil epidemiológico do atendimento antirrábico humano em uma área de planejamento do município do rio de janeiro. REME Rev Min Enferm. [Internet]. 20º de dezembro de 2019 [citado 23º de maio de 2024];23(1). Disponível em: https://periodicos.ufmg.br/index.php/reme/article/view/49751

Edição

Seção

Pesquisa