Ocorrência de úlcera por pressão em pacientes internados em um hospital público de Fortaleza-CE
DOI:
https://doi.org/10.5935/2316-9389.2012.v16.50314Palavras-chave:
Úlcera por Pressão, Fatores de Risco, Hospitalização, EnfermagemResumo
Com este estudo, objetivou-se investigar a ocorrência de úlcera por pressão (UP) em pacientes internados em um hospital público, referência em trauma de Fortaleza-CE. Trata-se de estudo transversal, documental e analítico de natureza quantitativa, realizado no período de 1º a 31 de agosto de 2010, após aprovação pela Comissão de Regulação e Normas Éticas da instituição. Para análise estatística, foi utilizado o teste de qui-quadrado de Pearson, sendo considerado significante o valor de p<0,05. Dos 75 pacientes avaliados, 27 apresentaram UP, resultando numa ocorrência de UP de 36%. A amostra estudada caracterizou-se por um perfil com predomínio de pacientes idosos - 15 (55,5%); do sexo masculino - 16 (59%); 18 (66,7%) foram internados na unidade 16; 20 (74,1%) tiveram como causa de internação patologias referentes ao trauma; 31 (67,4%) eram portadores de úlceras por pressão classificadas como estágio II, com destaque para a região sacral com 18 pacientes (66,7%). Dentre os fatores de risco identificados neste estudo, destacam-se a idade avançada (a partir de 60 anos) e o longo período de internação (a partir de 16 dias). Encontrou-se uma associação altamente significativa (p<0,001) entre o tempo de internação e a presença de UP. Esses resultados demonstraram risco elevado de desenvolver UP na população, sendo, portanto, primordial o investimento na prevenção e atuação multidisciplinar para a redução desse agravo e melhorar a qualidade do cuidado prestado aos pacientes com esse tipo de lesão.
Downloads
Referências
1. National Pressure Ulcer Advisory Panel. Pressure Ulcer Definition and Ethiology [internet]. United State of America. [Citado em 2008 jun. 20]. Disponivel em: <http://www.nupuap.org/pressureulcerdef.htpm>
2. Fernades LM, Caliri MHL. Uso da escala de Braden e de Glasgow para identificacao do risco para ulceras por pressao em pacientes internados em centro de terapia intensiva. Rev Latinoam Enferm. 2008; 16(6): 973-8.
3. Fernades LM, Caliri MHL. Ulcera de pressao em pacientes criticos hospitalizados: uma revisao integrativa da literatura. Rev Paul Enferm. 2000; 19(2): 25-31.
4. Cardoso MCS, Caliri MHL, Hass VJ. Prevalencia de ulcera de pressao em pacientes criticos internados em um hospital universitario. REME - Rev Min Enferm. 2004; 8(2): 316-20.
5. Paranhos WY. Ulceras de pressao. In: Jorge AS, Dantas SRPE. Abordagem multiprofissional do tratamento de feridas. Sao Paulo: Editora Atheneu; 2008. p.287-98.
6. Costa MP, Sturtz G, Costa FPP, Ferreira MC, Barros Filho TEP. Epidemiologia e tratamento das ulceras de pressao: experiencia de 77 casos. Acta Ortop Bras. 2005; 13(3): 124-33.
7. Nogueira PC, Caliri MHL, Santos CB. Ulcera de pressao em lesado medular: risco e prevencao. Medicina (Ribeirao Preto). 2002; 35: 14-23.
8. Camargo AS, Blanes L, Cavalcante NJF. Prevalencia de ulcera por pressao em um hospital de infectologia. Rev Estima. 2007; 5(2): 32-6.
9. Blanes L, Duarte IS, Calil JA, Ferreira LM. Avaliacao clinica e epidemiologica das ulceras de pressao em pacientes internados no hospital São Paulo. Rev Assoc Med Bras. 2004; 50(2): 182-7.
10. Sousa DMST, Santos VLCG. Fatores de risco para o desenvolvimento de ulceras por pressao em idosos institucionalizados. Rev Latinoam Enferm. 2007; 15(5): 77-84.
11. Borges EL, Saar SRC, Lima VLAN, Gomes FSL, Magalhaes MBB. Feridas: como tratar. 2a ed. Belo Horizonte: Coopmed; 2008.
12. Rogenski NMB, Santos VLCG. Estudo sobre a incidencia de ulceras por pressao em um hospital universitario. Rev Latinoam Enferm. 2005; 13(4): 474-80.
13. Sousa CA, Santos I, Silva LD. Aplicando recomendacoes da escala de Braden e prevenindo ulceras por pressao: evidencias do cuidar em enfermagem. Rev Bras Enferm. 2006; 59(3): 279-84.
14. Iron G. Feridas: novas abordagens, manejo clinico e atlas em cores. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan; 2005. p. 119-43.
15. Bergstrom N, Demuth PJ, Braden BJ. A clinical trial of the Braden Scale for predicting pressure sore risk. Nurs Clin North Am. 1987; 22(2): 417-27.
16. Bergstrom N, Braden BJ, Laguzza A, Holman V. The Braden Scale for predicting pressure sore risk. Nurs Res. 1987; 36(4): 205-10.
17. Moro A, Maurici A, Valle JB, Zaclikevis VR, Kleinubing Junior H. Avaliacao dos pacientes portadores de lesao por pressao internados em hospital geral. Rev Assoc Med Bras. 2007; 53(4): 300-4.
18. Caliri MHL, Pierper B, Cardozo LJ. Ulcera de pressao. In: Development of Distance Learning Modules about Chronic Wound Prevention and Treatment in Brazil, 2001-2002. [Citado em 2008 jun. 20]. Disponivel em <http://www.eerp.usp.br/projetos/ferida/upressao.htpm>
19. Rocha ABL, Barros SMO. Avaliacao de risco de ulcera por pressao: propriedades de medida da versao em portugues da escala de Waterlow. Acta Paul Enferm. 2007; 20(2): 143-50.
20. Povoa VCO, Davtas SRPE. Incidencia de ulceras por pressao em um centro de terapia intensiva. Rev Estima. 2008; 6(2): 23-7.
21. Barros SKSA, Anami EHT, Elias ACGP, Hashimoto MLY, Tsuda MS, Dorta PO. Aplicacao de protocolos para prevencao de ulcera por pressao em unidade de terapia intensiva. Semina Cien Biol Saude. 2005; 23: 25-32.
Downloads
Publicado
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2012 Reme: Revista Mineira de Enfermagem

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.


































