Sintomas depressivos em gestantes abrigadas em uma maternidade social

Autores

  • Marcella Murata Universidade de São Paulo – USP, Escola de Enfermagem, Programa de Pós-graduação em Enfermagem. São Paulo, SP - Brasil. Enfermeira, Mestranda, Bolsista de Iniciacao Cientifica USP/CNPq.
  • Marlise de Oliveira Pimentel Lima Centro Universitario Adventista de Sao Paulo -Unasp, Curso de Pós-graduação em Enfermagem Obstetrica. São Paulo, SP – Brasil. Enfermeira Obstetra, Doutora, Professora.
  • Isabel Cristina Bonadio Universidade de São Paulo – USP, Escola de Enfermagem, Departamento de Enfermagem Materno-Infantil e Psiquiatrica. São Paulo, SP - Brasil. Enfermeira Obstetra, Doutora, Professora.
  • Maria Alice Tsunechiro Universidade de São Paulo – USP, Escola de Enfermagem, Departamento de Enfermagem Materno-Infantil e Psiquiatrica. São Paulo, SP - Brasil. Enfermeira Obstetra. Professora, Doutora.

DOI:

https://doi.org/10.5935/2316-9389.2012.v16.50319

Palavras-chave:

Depressão, Gestantes, Saúde Mental, Assistência Social

Resumo

A presença de sintomas depressivos na gestação tem importantes efeitos na saúde materna, fetal e na criança. Objetivou-se com esta pesquisa identificar a prevalência de sintomas depressivos em gestantes abrigadas em uma maternidade social e verificar as variáveis sociodemográficas, obstétricas e psicossociais associadas. Trata-se de estudo transversal com 75 gestantes maiores abrigadas em uma maternidade social da cidade de São Paulo, entre outubro de 2009 e agosto de 2010. A prevalência de sintoma depressivo foi avaliada pela Edinburgh Postnatal Depression Scale (EPDS) considerando a pontuação 10 a 12 sintomas menores e ≥13 sintomas maiores. A confiabilidade desse instrumento foi verificada pelo Alpha de Cronbach. Foram usados os testes de correlação de Pearson e de Spearman para verificar os fatores que influenciam a presença de sintomas depressivos. As gestantes apresentaram as seguintes características: - média da idade 25,1 anos; 52% não caucasiana; escolaridade 8,5 anos; religião 41,4% católicas; 73,3% sofreram violência física; 62,7% violência emocional; 58,7% fumantes; 46,7% usavam bebida alcoólica eventual; 57,3% três ou mais filhos; 74,7% duas ou mais queixas obstétricas, mediana da idade gestacional 25 semanas; 86,7% aceitaram a gestação. Apenas 25,3% de gestantes não apresentaram sintomas depressivos; 12,0% apresentaram sintomas menores e 62,7% sintomas maiores. A idade gestacional foi a única variável que apresentou associação estatística significante com sintomas depressivos. A alta prevalência de gestantes com sintomas depressivos evidencia a necessidade de atenção à saúde mental desde o início da gestação, sobretudo, para prevenção da depressão pós-parto. 

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Publicado

01-06-2012

Edição

Seção

Pesquisa

Como Citar

1.
Murata M, Lima M de OP, Bonadio IC, Tsunechiro MA. Sintomas depressivos em gestantes abrigadas em uma maternidade social. REME Rev Min Enferm. [Internet]. 1º de junho de 2012 [citado 19º de julho de 2026];16(2). Disponível em: https://periodicos.ufmg.br/index.php/reme/article/view/50319