Oficina sobre sexualidade na adolescência:

uma experiência da equipe saúde da família com adolescentes do ensino médio

Autores

  • Baccarat de Godoy Martins Universidade Federal do Mato Grosso do Sul - UFMS, Faculdade de Enfermagem – FE Campo Grande, MS- Brasil.
  • Lilian Ortega Ferreira Universidade Federal do Mato Grosso – UFMT, Faculdade de Enfermagem - FE. Cuiabá, MT – Brasil
  • Paula Renata Miranda dos Santos Universidade Federal do Mato Grosso – UFMT, Faculdade de Enfermagem - FE. Cuiabá, MT – Brasil
  • Mara Wanderbil Lopes Sobrinho Universidade Federal do Mato Grosso – UFMT, Faculdade de Enfermagem - FE. Cuiabá, MT – Brasil
  • Maria Clara Vieira Weiss Universidade Federal do Mato Grosso – UFMT, Faculdade de Enfermagem - FE. Cuiabá, MT – Brasil
  • Solange Pires Salomé Souza Universidade Federal do Mato Grosso do Sul - UFMS, Faculdade de Enfermagem – FE Campo Grande, MS- Brasil.

DOI:

https://doi.org/10.5935/2316-9389.2011.v15.50354

Palavras-chave:

adolescente, doenças sexualmente transmissíveis, educação em saúde, programa saúde da família, sexualidade

Resumo

Atualmente, os altos índices de gravidez e DST/aids na adolescência têm implicado o desenvolvimento de políticas de saúde direcionadas para esse grupo etário. Nessa perspectiva, o Programa Saúde da Família (PSF) tem sido apontado como essencial para a formação de vínculo com essa clientela, utilizando a escola como espaço de reflexão e mudança de comportamento. O objetivo com este trabalho foi descrever uma experiência de orientação sexual para adolescentes, desenvolvida em uma escola pública de Cuiabá-MT, na área de abrangência de uma Unidade Básica de Saúde da Família (USBF), incluída no Programa de Educação pelo Trabalho para a Saúde (PET-Saúde). A experiência constituiu-se de oficinas com alunos do Iº ano do ensino médio, divididos em grupos pequenos, utilizando-se dinâmicas participativas, abordando os seguintes temas: conhecimento do corpo, transmissão e prevenção de DST/aids/gravidez, uso de drogas, mitos e tabus relativos à sexualidade e projeto de vida. O trabalho na escola mostrou-se como uma oportunidade importante de reflexão e discussão, ampliando o campo de conhecimento dos adolescentes sobre a sexualidade. Observou-se a necessidade da interface entre a Equipe de Saúde da Família e os professores da escola, otimizando-lhes o espaço para a prevenção e a promoção da saúde sexual e reprodutiva do adolescente. Sugere-se a introdução do tema nos cursos técnicos de graduação e pós-graduação, visando à formação de profissionais para essa nova demanda.

Downloads

Os dados de download ainda não estão disponíveis.

Referências

1. Oliveira TC, Carvalho LP, Silva MA. O enfermeiro na atenção à saúde sexual e reprodutiva dos adolescentes. Rev Bras Enferm. 2008; 61(3): 306-11.

2.Hoffmann AÇOS,Zampieri MFM.Atuação do profissional da enfermagem na socialização de conhecimentos sobre sexualidade na adolescência.Rev Saúde Pública. 2009; 2(1): 56-69.

3. Beserra EP,PinheiroPNC, Barroso MGT.Ação educativa enfermeiro na prevenção de doenças sexualmente transmissíveis: uma investigação a partir das adolescentes. Esc Anna Nery Rev Enferm. 2008; 12(3): 522-8.

4. Amaral MA, Fonseca RMGS. Entre o desejo e o medo: as representações sociais das adolescentes acerca da iniciação sexual.Rev Esc Enferm USP. 2006; 40(4): 469-76.

5. Borges ALV, Latorre MRDO, Schor N. Fatores associados ao início da vida sexual de adolescentes matriculados em uma unidade de saúde da família da zona leste do Município de São Paulo, Brasil.Cad Saúde Pública. 2007; 23(7): 1583-94.

6. Romero KT, Medeiros SEHGR, Vitalle MSS, et al. O conhecimento das adolescentes sobre questões relacionadas ao sexo. Rev Assoc Med Bras. 2007; 53(1): 14-9.

7. Soares SM, Amaral MA, Silva LB, et al. Oficinas sobre sexualidade na adolescência: revelando vozes, desvelando olhares de estudantes do ensino médio.Esc Anna Nery Rev de Enferm. 2008; 12(3): 485-91.

8. Brasil. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros curriculares nacionais:terceiro e quarto ciclos: apresentação dos temas transversais.Brasília: MS; 1998. p. 436.

9. Ferrari RAP,Thomson Z, Melchior R. Atenção à saúde dos adolescentes: percepção dos médicos e enfermeiros das equipes da saúde da família. Cad saúde Pública. 2006; 22(11): 2491-5.

10. Camargo EAI, Ferrari RAP. Adolescentes: conhecimentos sobre sexualidade antes e após a participação em oficinas de prevenção.Ciência Saúde Coletiva. 2009; 14(3): 937-46.

11. Brasil.Ministério da Educação.Assessoria de Comunicação Social.Secretaria Especial dos Direitos Humanos. Estatuto da Criança e do Adolescente. Brasília: MEC; 2005.

12. Afonso L. Oficinas em dinâmica de grupo: um método de intervenção psicossocial. Belo Horizonte: Campo Social; 2000. p. 171.

13. Brasil. Ministério da Saúde. ABEn. Projeto Acolher: um encontro da enfermagem com o adolescente brasileiro. Brasília: MS; 2000. 195p.

14. Girondi JBR, Nothaft SCS, Mallmann FMB. A metodologia problematizadora utilizada pelo enfermeiro na educação sexual de adolescentes.Enferm. 2006; 11(2):161-5 .

15. Bastiani JAN, Padilha MICS. Experiência dos agentes comunitários de saúde em doenças sexualmente transmissíveis. Rev Bras Enferm. 2007; 60(2): 233-6.

16. Carvalho AM, Rodrigues CS e Medrado KS. Oficinas em sexualidade humana com adolescentes. Estud Psicol. 2005; 10(3): 377-84.

17. Cipriano MA, Farias MCAD, Abrantes MJG, et al. Sexualidade na escola: proposta educativa para adolescentes. IV Encontro de Extensão da UFCG/IV Mostra Universitária de Ciência, Cultura e Arte. Campo Grande: UFCG; 2007.

18. Cano MAT, Ferriani MGC, Gomes R. Sexualidade na adolescência: um estudo bibliográfico. Rev Latinoam Enferm. 2000; 8(2): 18-24.

Downloads

Publicado

01-12-2011

Edição

Seção

Pesquisa

Como Citar

1.
Martins B de G, Ferreira LO, Santos PRM dos, Sobrinho MWL, Weiss MCV, Souza SPS. Oficina sobre sexualidade na adolescência:: uma experiência da equipe saúde da família com adolescentes do ensino médio. REME Rev Min Enferm. [Internet]. 1º de dezembro de 2011 [citado 21º de agosto de 2026];15(4). Disponível em: https://periodicos.ufmg.br/index.php/reme/article/view/50354