Orientações de enfermagem aos pacientes sobre o autocuidado e os sinais e sintomas de infecção de sítio cirúrgico para a pós-alta hospitalar de cirurgia cardíaca reconstrutora

Autores

  • Adilson Edson Romanzini Enfermeiro
  • Ana Paula Marcielo de Jesus Enfermeira
  • Edevã de Carvalho Enfermeiro(a).
  • Vanessa Damiana Menis Sasaki Enfermeira
  • Valquiria Barco Damiano Bióloga. Doutora pela Universidade Paulista (UNIP).
  • João Junior Gomes Enfermeiro. Especialista em Educação Médica pela Universidade Paulista (UNIP).

DOI:

https://doi.org/10.5935/2316-9389.2010.v14.50473

Palavras-chave:

Orientação, Enfermagem, Autocuidado, Infecção da Ferida Operatória, Cirurgia Cardíaca

Resumo

O comportamento de autocuidado é fundamental ao paciente, pois lhe oferece subsídios que o ajudarão a melhorar sua atividade social e sua função familiar, influenciando de forma positiva na adesão ao tratamento. Com este estudo objetivou-se levantar informações dos pacientes sobre as orientações de enfermagem para o autocuidado e os sinais e sintomas de infecção de sítio cirúrgico na pós-alta hospitalar de cirurgia cardíaca reconstrutora. Trata-se de um estudo quantitativo-descritivo de caráter prospectivo. A pesquisa foi realizada na residência de 20 pacientes maiores de 18 anos, submetidos a cirurgia cardíaca reconstrutora em um hospital filantrópico de nível quaternário situado em São José do Rio Preto-SP. Quando questionados sobre a lavagem das mãos, 85% dos pacientes relataram que receberam essa orientação, enquanto 70% disseram que não haviam recebido informações sobre sinais e sintomas de infecção. Sobre a orientação com os cuidados com a incisão cirúrgica, 85% disseram que tinham sido orientados, porém apenas 20% tinham informações sobre esses cuidados. Ressalte-se a necessidade de orientações e avaliações educativas pelo enfermeiro ao paciente cirúrgico, levando à compreensão do processo de recuperação cirúrgica e à execução do autocuidado na pós-alta hospitalar

Downloads

Os dados de download ainda não estão disponíveis.

Referências

1. Titoto L, Sansão MS, Marino LHC, Lamari NM. Reabilitação de pacientes submetidos á cirurgia de revascularização do miocárdio: atualização da literatura nacional. Arq Ciênc Saúde. 2005; 12(4): 216-9.

2. Lima LB, Busin L. O cuidado humanizado sob a perspectiva de enfermeiras em unidade de recuperação pós-anestésica. Rev Gaúcha Enferm. 2008; 29(1): 90-7.

3. Abboud CS. Infecções em pós-operatório de cirurgia cardíaca. Rev Soc Cardiol Estado de São Paulo. 2001; 11(5): 915-21.

4. Campos CR, Ercole FF. A visita domiciliar como método de vigilância pós-alta para cirurgias ortopédicas: uma revisão integrativa. REME Rev Min Enferm. 2008; 12(3): 412-20.

5. Sociedade Brasileira de Infectologia. Projeto Diretrizes. Associação Médica Brasileira e Conselho Federal de Medicina. Prevenção da Infecção Hospitalar [página na internet]. 2001 [Citado em: 2008 mar. 15]. Disponível em: http://www.projetodiretrizes.org.br/projeto_diretrizes/065.pdf

6. Center of Diseases Control (CDC). Orientação para a prevenção de infecção do sitio cirúrgico [página na internet]. 1999 [Citado em: 2008 fev. 25]. Disponível em: http://www.ccih.med.br/

7. Galdeano LE. Validação do diagnóstico de enfermagem Conhecimento Deficiente em relação à doença arterial coronariana e à revascularização do miocárdio [dissertação]. Riberão Preto: Esc Enferm Ribeirão Preto; 2007.

8. North American Nursing Diagnosis Association- NANDA. Diagnósticos de Enfermagem da Nanda: definições e classificações 2009-2011. Porto Alegre: Artmed; 2010.

9. Bressan F, Jorge LC, Zientarski TR, Barbosa SFF. Cuidado de Enfermagem com enfoque no autocuidado de pacientes pós-infarto agudo do miocárdio [monografia]. Florianópolis: UFSC; 2007.

10. Bub MBC, Medrano C, Duarte CS, Wink S, Liss PE, Santos EKA. A noção de cuidado de si mesmo e o conceito de autocuidado na enfermagem. Texto & Contexto Enferm. 2006; 15(Esp):152-7.

11. Oliveira AC, Ciosak SI. Infecção de Sítio Cirúrgico em hospital universitário: vigilância pós-alta e fatores de risco. Rev Esc Enferm USP. 2007; 41(2): 257-63.

12. Gelape CL. Infecção do sítio operatório em cirurgia cardíaca. Arq Bras Cardiol 2007; 89(1):3-9.

13. Dantas RAS, Aguillar OM. Problemas na recuperação de pacientes submetidos á cirurgia de revascularização do miocárdio: o acompanhamento pelo enfermeiro durante o primeiro mês após a alta hospitalar. Rev Latinoam Enferm. 2001; 9(6): 31-6.

14. Ferreira AM, Andrade D. Sítio cirúrgico: avaliação e intervenções de enfermagem no pós-operatório. Arq Ciênc Saúde. 2006; 1(13): 27-33.

15. Santos AAM. Higienização das mãos no controle das infecções em serviços de saúde. Rev Adm Saúde. 2002; 4(15):10-4.

16. Silva LGDM, Lacerda RA. Problemas de usuários cirúrgicos após a alta hospitalar e a atuação de enfermagem. Online Braz J Nurs 2006; 5(2).

17. Carvalho ARS, Matsuda LM, Stuchi AG, Coimbra JAH. Investigando as orientações oferecidas ao paciente em pós-operatório de revascularização miocárdica. Rev Eletrônica Enferm [página na internet]. 2008; 10(2): 504-12. [Citado em 2008 out. 16]. Disponível em: http://www.fen.ufg.br/revista/v10/n2/v10n1a21.htm

18. Roese A, Lopes MJM. A visita domiciliar como instrumento de coleta de dados de pesquisa e vigilância em saúde: relato de experiência. Rev Gaúcha Enferm. 2004; 25(1):98-111.

Downloads

Publicado

01-06-2010

Edição

Seção

Pesquisa

Como Citar

1.
Romanzini AE, Jesus APM de, Carvalho E de, Sasaki VDM, Damiano VB, Gomes JJ. Orientações de enfermagem aos pacientes sobre o autocuidado e os sinais e sintomas de infecção de sítio cirúrgico para a pós-alta hospitalar de cirurgia cardíaca reconstrutora. REME Rev Min Enferm. [Internet]. 1º de junho de 2010 [citado 5º de novembro de 2026];14(2). Disponível em: https://periodicos.ufmg.br/index.php/reme/article/view/50473