A comunicação científica em enfermagem na nova ecologia do conhecimento
DOI:
https://doi.org/10.35699/2316-9389.2026.65606Resumen
O texto discute a evolução da comunicação científica em Enfermagem no contexto dos 20 anos da Biblioteca Virtual em Saúde (BVS) Enfermagem, destacando seu papel na consolidação de uma infraestrutura cooperativa para visibilidade e acesso ao conhecimento na América Latina e Caribe.
Os autores situam essa trajetória em um momento de inflexão marcado por transformações globais, como a digitalização acelerada, a emergência climática e mudanças demográficas, que ampliam a complexidade do cuidado em saúde. Nesse cenário, a comunicação científica torna-se estratégica, especialmente diante das limitações históricas da produção regional, como barreiras linguísticas e dependência de plataformas do norte global.
A incorporação da inteligência artificial, especialmente a IA generativa, é apresentada como uma ruptura na ecologia do conhecimento. Essas tecnologias aceleram a produção textual, a síntese de evidências e a tradução, sem substituir o pensamento científico, mas exigindo maior rigor na curadoria e na qualidade diante da crescente “inflação textual”. Paralelamente, a ciência aberta e o multilinguismo emergem como oportunidades para ampliar a circulação do conhecimento.
Para a Enfermagem, profissão intensiva em conhecimento, esse contexto traz riscos e oportunidades. Entre os desafios estão a superficialidade potencial da produção automatizada e a dependência tecnológica. Por outro lado, a comunicação científica fortalece a autonomia profissional, influencia políticas e sustenta práticas avançadas baseadas em evidências.
O texto também aponta para o avanço da IA agêntica e da robótica, que podem transformar o cuidado ao automatizar tarefas e ampliar o foco no julgamento clínico e na empatia. Conclui-se que a Enfermagem deve assumir protagonismo na construção dessa nova ecologia do conhecimento, com a BVS como infraestrutura central, orientada por soberania, qualidade e governança ética.
Descargas
Referencias
1. Pan American Health Organization. Health in the Americas: accelerating disease elimination[Internet]. Washington, DC: PAHO; 2024. [citado em 2026 abr. 01] Disponível em: https://iris.paho.org/handle/10665.2/61689
2. Salvagno M, Taccone FS, Gerli AG. Can artificial intelligence help for scientific writing? Crit Care [Internet]. 2023 [citado em 2026 abr. 01];27(1):75. Disponível em: https://doi.org/10.1186/s13054-023-04380-2
3. Thirunavukarasu AJ, Ting DSJ, Elangovan K, Gutierrez L, Tan TF, Ting DSW. Large language models in medicine. Nat Med [Internet]. 2023[citado em 2026 abr. 01];29 (8):1930-40. Disponível em: https://www.nature.com/articles/s41591-023-02448-8
4. World Health Organization. State of the world's nursing 2020: investing in education, jobs and leadership [Internet]. Geneva: WHO; 2020 [citado em 2026 abr. 01]. Disponível em: https://www.who.int/publications/i/item/9789240003279
5. O'Connor S, Yan Y, Thilo FJS, Felzmann H, Dowding D, Lee JJ. Artificial intelligence in nursing and midwifery: a systematic review. J Clin Nurs [Internet]. 2023 [citado em 2026 abr. 01];32(13-14):2951–68. Disponível em: https://onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1111/jocn.16478
Descargas
Publicado
Número
Sección
Licencia
Derechos de autor 2026 REME-Revista Mineira de Enfermagem

Esta obra está bajo una licencia internacional Creative Commons Atribución 4.0.


































