Dor aguda:
julgamento clínico de enfermagem no pós-operatório de cirurgia cardíaca
DOI:
https://doi.org/10.5935/2316-9389.2012.v16.50293Palavras-chave:
Diagnóstico de Enfermagem, Dor no Pós-Operatório, Cirurgia Torácica, Medição da Dor, Avaliação em EnfermagemResumo
Objetivou-se com esta pesquisa identificar o diagnóstico de enfermagem (DE) dor aguda em pacientes no pós-operatório (PO) de cirurgia cardíaca. Trata-se de um estudo quantitativo-descritivo, realizado em uma Unidade de Terapia Intensiva em um hospital geral de referência do interior do Estado de Goiás, para tratamento cirúrgico de cardiopatias. A dor foi avaliada nas situações: tosse, inspiração profunda, vômito e repouso. A amostra foi composta por 37 pacientes que se encontravam no 3º PO de cirurgia cardíaca. A coleta de dados foi realizada entre outubro de 2009 e abril de 2010. A revascularização do miocárdio foi a cirurgia mais frequente (62,1%). Quanto à intensidade, a dor foi classificada como moderada na dor geral e tosse, leve respectivamente a inspiração profunda, vômito e repouso. O local de dor mais relatado foi a região esternal e o principal analgésico utilizado foi a dipirona. O fator relacionado do DE dor aguda foi agentes lesivos (100%) e as principais características definidoras com associações significativas (p=<0,05) foram comportamento de proteção, expressão facial e gestos protetores. Este estudo permitiu caracterizar a dor aguda do paciente em pós-operatório por meio do DE junto com instrumento unidimensional (Escala Numérica-EN), que contribui para a caracterização do DE dor aguda. A utilização de instrumento de mensuração de dor unidimensional pode contribuir para o julgamento clínico do enfermeiro diante das dificuldades do pós-operatório de cirurgia cardíaca.
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