Franz Kafka
subjetividades desérticas
DOI:
https://doi.org/10.53981/destroos.v2i1.35060Palavras-chave:
subjetividades desérticas, sexopolítica, transidentidadesResumo
O presente ensaio procura se aproximar da zooliteratura de Franz Kafka para caracterizarmos o que chamamos de subjetividades desérticas. Com essa noção de subjetividades desérticas procuramos enfatizar a construção da subjetividade como algo permanentemente instável, tal como uma miragem no deserto. Esta instabilidade ontológica tão móvel quanto andar com os pés na areia se caracteriza pela forma-plástica e a forma-morte. Nesse sentido, Kafka nos ajuda a adentrar nessa instabilidade com seus personagens, seja um homem que um dia acorda um inseto, ou ainda, um macaco que se transforma em um homem.
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