A relação de exceção
os mecanismos de inclusão e exclusão da voz e da potência no pensamento de Giorgio Agamben
DOI:
https://doi.org/10.53981/destrocos.v6i1.56483Palavras-chave:
relação de exceção, voz, potência, inoperosidadeResumo
Partindo do que Agamben, em Homo Sacer: o poder soberano e a vida nua (2002), denominou como “relação de exceção”, a qual se pauta na inclusão da vida nua no ordenamento político através de sua própria exclusão, observamos que a ideia de uma “exclusão inclusiva” norteava outros conceitos ponderados pelo filósofo italiano, como o de voz e linguagem, já que, para possuir o lógos, o vivente deve conservar e tolher dele a própria voz, assim como o de potência e ato, cuja realização pressupõe a exclusão e a conservação em si da potência. Diante disso, propomos a análise dessa relação de exceção nas categorias linguagem/voz e potência/ato. Para isso, mobilizando uma série de textos do filósofo, sobretudo, as reflexões de A linguagem e a morte (2006), para tratar da voz, e de Bartleby ou da contingência (2015), para ponderar sobre a passagem ou não da potência ao ato, e do texto “O corpo glorioso” (2021), cujas reflexões centram-se na inoperosidade, chegamos à ideia da “cera perdida”, isto é, de uma obra ausente que só se conserva como estilha naquelas que foram realizadas, apontando continuamente para o próprio “ter-lugar” da linguagem.
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Referências
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