v. 6 n. 2 (2025): Animais políticos: animalidade, comunidade e o futuro do corpo político (publicação contínua)
Dossiê especial

Os organismos biopoéticos da biopolítica

Jorge Vélez Vega
Centro de Investigación y Docencia Económicas
Biografia

Publicado 14-10-2025

Palavras-chave

  • biopolítica,
  • biopoética,
  • imitação,
  • organismo biológico

Como Citar

VÉLEZ VEGA, Jorge. Os organismos biopoéticos da biopolítica. (Des)troços: revista de pensamento radical, Belo Horizonte, v. 6, n. 2, p. e59892, 2025. DOI: 10.53981/destrocos.v6i2.59892. Disponível em: https://periodicos.ufmg.br/index.php/revistadestrocos/article/view/59892. Acesso em: 15 jan. 2026.

Resumo

Através dos media sociais, as sociedades contemporâneas, entrelaçadas pelo biopoder e pelo capitalismo, produzem imitações e cópias de cenas que já se tornaram parte de convenção e norma social. Perante este tipo de imitação que se tornou comum, é possível imitar o tipo cínico de imitação na tentativa de a mudar, alterar ou falsificar, utilizando a vida de outros animais como modelos de imitação, bem como o ato de viver em conformidade com a natureza. Desta forma, seria possível desobedecer às convenções sociais e confrontar a ordem estabelecida. A elaboração da proposta, estruturada como uma biopoética da imitação, compila elementos de três exemplos de imitação para expor o contraste entre a imitação resultante do biopoder e do capitalismo contemporâneos; três propostas que fomentam a imitação da animalidade: etologia, comunidade e biopoética; e o modo de viver em conformidade com a natureza relacionado com a perspetiva biológica centrada no organismo. A conclusão sustenta que viver biopoeticamente de acordo com o modo como os organismos são promete uma comunidade cujo poder vital e telos apontam para a coexistência e coprodução entre organismos relacionados com o ambiente.

Downloads

Os dados de download ainda não estão disponíveis.

Referências

  1. BINFORD, Lewis R. En busca del pasado: descifrando el registro arqueológico. Trad. Pepa Gasull. Barcelona: Editorial Crítica, 1991.
  2. CALARCO, Matthew. Turning Back to Nature: Foucault and the Practice of Animality. In: CIMATTI, Felice; SALZANI, Carlo (ed.). The Biopolitical Animal. Edinburgh: Edinburgh University Press, 2024. pp. 23-39. DOI: https://doi.org/10.3366/edinburgh/9781399525985.003.0002
  3. CALASSO, Roberto. El cazador celeste. Trad. Edgardo Dobry. Barcelona: Anagrama, 2020.
  4. CANGUILHEM, George. Máquina y organismo. In: Canguilhem, George. El conocimiento de la vida. Barcelona: Anagrama, 1976.
  5. FOUCAULT, Michel. El coraje de la verdad: el gobierno de sí y de los otros II. Curso en el Collège de France (1983-1984). Trad. Horacio Pons. Buenos Aires: Fondo de Cultura Económica, 2011.
  6. HEIDEGGER, Martin. Los conceptos fundamentales de la metafísica: mundo, finitud, soledad. Trad. Alberto Ciria. Madrid: Alianza, 2007.
  7. LAERCIO, Diógenes. Vidas y opiniones de los filósofos ilustres. Alianza Editorial, S. A., Madrid, 2007. (Clásicos de Grecia y Roma).
  8. LEMM, Vanessa. Community and Animality in the Ancient Cynics. In: CIMATTI, Felice; SALZANI, Carlo (ed.). The Biopolitical Animal. Edinburgh: Edinburgh University Press, 2024. pp. 40-57. DOI: https://doi.org/10.3366/edinburgh/9781399525985.003.0003
  9. LEWONTIN, Richard. El organismo como sujeto y objeto de la evolución. Scientia, n. 118, pp. 63-82, 1983.
  10. NICHOLSON, Daniel J. Organisms ≠ Machines. Studies in History and Philosophy of Biological and Biomedical Sciences, v. 44, n. 4, p. 669-678, Dec. 2013. DOI: https://doi.org/10.1016/j.shpsc.2013.05.014
  11. NICHOLSON, Daniel J. The Return of the Organism as a Fundamental Explanatory Concept in Biology. Philosophy Compass, v. 9, n. 5, p. 347–359, 2014. DOI: https://doi.org/10.1111/phc3.12128
  12. PLATÓN. La república. Trad. Antonio Gómez Robledo. México: Universidad Nacional Autónoma de México, 2016.
  13. PROZOROV, Sergei. From Biopolitics to Biopoetics and Back Again: On a Counterintuitive Continuity in Foucault’s Thought. In: BACKMAN, Jussi; CIMINO, Antonio (ed.). Biopolitics and Ancient Thought. Oxford: Oxford University Press, 2022. pp. 168-182. DOI: https://doi.org/10.1093/oso/9780192847102.003.0009
  14. SHUKIN, Nicole. Animal Capital: rendering Life in Biopolitical Times. Minneapolis: University of Minnesota Press, 2009.
  15. WEBER, Andreas. Biopoetics: towards an Existential Ecology. Dordrecht: Springer, 2016. DOI: https://doi.org/10.1007/978-94-024-0832-4
  16. WEBER, Andreas. Vivificar: una poética para el Antropoceno. Trad. Juan Manuel Cincunegui. Barcelona: Editorial Kairós, 2022.