Entre el ver, el decir y el dibujar
about the visibility and enunciation regimes in the constitution of the mangaká subject in Zoo no Inverno (2021) and Vida à Deriva (2021)
DOI:
https://doi.org/10.53981/destrocos.v7i2.66396Palabras clave:
enunciado, sujeto, mangaka, visibilidad, subjetivaciónResumen
O artigo analisa a constituição do sujeito mangaká a partir do referencial arqueológico foucaultiano, em diálogo com a leitura proposta por Gilles Deleuze acerca das formações históricas como articulação heterogênea entre o visível e o enunciável. O estudo investiga como determinadas condições históricas de produção, circulação e legitimação do mangá tornam possível a emergência do mangaká como posição de sujeito. O corpus de análise é composto por Zoo no Inverno (2021), de Jiro Taniguchi, e Vida à Deriva (2021), de Yoshihiro Tatsumi. Esses mangás são compreendidos como superfícies discursivas nas quais se inscrevem regimes de visibilidade ligados ao trabalho artístico e séries enunciativas relacionadas à precariedade e à disciplina editorial. A análise demonstra que o sujeito mangaká não precede a obra, mas é produzido pelas relações entre práticas discursivas e não discursivas que organizam o campo do mangá. A subjetivação do autor resulta de um processo histórico no qual imagens, dispositivos editoriais e discursos sobre criação operam conjuntamente, evidenciando a impossibilidade de reduzir o saber artístico à linguagem ou à experiência individual do criador.
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