¿Puede Foucault enseñarnos algo sobre el trabajo?

arqueología y genealogía del trabajo desde la Edad Clásica hasta el neoliberalismo

Autores/as

DOI:

https://doi.org/10.53981/destrocos.v7i2.66447

Palabras clave:

Foucault, trabajo, genealogía, arqueología, disciplina

Resumen

El presente artículo investiga la existencia de una teoría del trabajo en la obra de Michel Foucault, recurriendo a los distintos momentos de su obra en los que la cuestión del trabajo es discutida, atravesando tanto su fase arqueológica como la genealogía, sin dejar de lado la cuestión de la subjetivación. Se demuestra el papel que el trabajo desempeña en la Edad Clásica como el negativo de la civilización en Historia de la locura en la época clásica, para luego mostrar la transición epistémica que hace que el trabajo surja como una categoría propiamente económica en la modernidad (con Adam Smith y David Ricardo), en la que se convierte en un trascendental objetivo. Posteriormente, se articula el trabajo como objeto de saber con la genealogía del trabajo en tanto trabajo, proceso envuelto en dinámicas disciplinarias de poder, desembocando en la biopolítica de las poblaciones productivas. Finalmente, nos adentramos en la mutación neoliberal del trabajo, que lo descompone, a imagen del capital, en capital humano y renta, dando lugar a la figura subjetiva del empresario de sí mismo. Se concluye que la crítica de la tesis del trabajo como universal antropológico (identificada por Foucault con un genérico espíritu de época marxista y neohegeliano), en favor de una investigación arqueo-genealógica situada de los modos de objetivación y subjetivación del trabajo, constituye el principal objeto de la preocupación foucaultiana sobre el tema.

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Biografía del autor/a

  • Émerson dos Santos Pirola, Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul

    Émerson dos Santos Pirola é doutor em Filosofia pela PUCRS. Professor de Filosofia na Rede Municipal de Porto Alegre e Professor Visitante no IFRS (Campus Viamão).

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Publicado

2026-08-07

Cómo citar

PIROLA, Émerson dos Santos. ¿Puede Foucault enseñarnos algo sobre el trabajo? arqueología y genealogía del trabajo desde la Edad Clásica hasta el neoliberalismo. (Des)troços: revista de pensamento radical, Belo Horizonte, v. 7, n. 2, p. e66447, 2026. DOI: 10.53981/destrocos.v7i2.66447. Disponível em: https://periodicos.ufmg.br/index.php/revistadestrocos/article/view/66447. Acesso em: 12 aug. 2026.

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