Belo Monte, Canudos ou a "comunidade que vem" em estado fenomênico

Autores

  • Thaísa Maria Rocha Lemos Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte, Brasil

DOI:

https://doi.org/10.53981/destroos.v3i1.40245

Palavras-chave:

Canudos, comunidade, comum, identidade, propriedade

Resumo

A propriedade, enquanto um dispositivo, possui a capacidade de interceptar e modelar subjetividades, de modo a constituir viventes amuralhados em si mesmos em identidades petrificadas e oposicionais que refreiam o irromper do comum. Por esse motivo, ciente da premissa benjaminiana de que a rememoração do passado serve a sua presentificação, objetivo neste artigo analisar a experiência do Arraial de Canudos (1893-1897), no qual diversas singularidades se reuniram na experiência comunitária – no sentido pregnante da palavra – de Belo Monte. Esse movimento é feito tendo em vista o meu entendimento de que ali se deu uma desativação do dispositivo proprietário que captura nossa humanidade comum, a recodificando em identidades jurídico-sociais.

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Biografia do Autor

  • Thaísa Maria Rocha Lemos, Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte, Brasil

    Doutoranda e Mestra em Direito e Justiça pelo Programa de Pós-Graduação em Direito da Universidade Federal de Minas Gerais – UFMG. Graduada em Direito pela Universidade do Estado de Minas Gerais – UEMG. Bolsista CAPES. Integrante do Grupo de Pesquisa “O estado de exceção no Brasil contemporâneo”. E-mail: thaisaa-lemos@hotmail.com

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Publicado

06-09-2022

Como Citar

LEMOS, Thaísa Maria Rocha. Belo Monte, Canudos ou a "comunidade que vem" em estado fenomênico. (Des)troços: revista de pensamento radical, Belo Horizonte, v. 3, n. 1, p. 111–124, 2022. DOI: 10.53981/destroos.v3i1.40245. Disponível em: https://periodicos.ufmg.br/index.php/revistadestrocos/article/view/40245. Acesso em: 25 fev. 2026.

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