O anticolonialismo internacionalista dos situacionistas

Autores

  • Erick Quintas Corrêa Universidade Estadual Paulista (Unesp) image/svg+xml

DOI:

https://doi.org/10.53981/destroos.v5i2.52292

Palavras-chave:

situacionismo, anticolonialismo, internacionalismo

Resumo

O objetivo deste artigo é refutar a ideia de que a Internacional Situacionista foi uma organização insensível à questão colonial e anticolonial. Para este fim, apresenta-se as noções situacionistas de colonização e descolonização da vida cotidiana, em diálogo com a teoria crítica do espetáculo; explora-se aspectos de sua oposição aos princípios nacionalistas e estatistas que orientavam os movimentos de libertação de sua época, a partir de uma defesa do internacionalismo proletário e seu projeto de autogestão generalizada; e destaca-se, por fim, a fundamental contribuição de seus membros não europeus para o desenvolvimento da organização, bem como suas posições perante as lutas de libertação na Argélia, no Congo e na Palestina.

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Biografia do Autor

  • Erick Quintas Corrêa, Universidade Estadual Paulista (Unesp)

    Doutor (2021) em Ciências Sociais pela Faculdade de Ciências e Letras da Universidade Estadual Paulista, campus de Araraquara (UNESP/FCLAr), São Paulo, Brasil. Professor de sociologia, co-organizador dos livros 68: como incendiar um país (São Paulo: Veneta, 2018) e Insurgência Viral: autodefesa sanitária e despotismo ocidental (São Paulo: Veneta, 2020). Colabora com publicações nacionais e internacionais, como Passa Palavra (Brasil-Portugal), Lundimatin (França) e Brooklyn Rail (Estados Unidos).

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Publicado

08-12-2024

Como Citar

CORRÊA, Erick Quintas. O anticolonialismo internacionalista dos situacionistas. (Des)troços: revista de pensamento radical, Belo Horizonte, v. 5, n. 2, p. e52292, 2024. DOI: 10.53981/destroos.v5i2.52292. Disponível em: https://periodicos.ufmg.br/index.php/revistadestrocos/article/view/52292. Acesso em: 5 mar. 2026.

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