Três décadas de Homo Sacer
poder, vida e a desarticulação dos fundamentos na filosofia de Giorgio Agamben
DOI:
https://doi.org/10.53981/destrocos.v6i1.54911Palavras-chave:
Teologia Política, Direito, Soberania, História – PoderResumo
O projeto Homo Sacer de Giorgio Agamben oferece uma análise interdisciplinar inovadora das relações entre política, direito, teologia e linguagem. O objetivo é revelar como essas esferas interagem e moldam a vida contemporânea, desafiando visões tradicionais de soberania e biopolítica. Agamben utiliza o conceito de “homo sacer”, uma figura que simboliza a vida exposta à violência soberana sem proteção legal, para ilustrar a linha invisível de exclusão nas democracias modernas.
A metodologia de Agamben combina uma abordagem arqueológica e crítica das Ciências Humanas, revelando como o poder soberano entrelaça-se com tradições teológicas e culturais. Ele argumenta que a secularização não eliminou influências religiosas, mas as adaptou, mantendo estruturas de controle histórico. A linguagem jurídica é destacada como um mecanismo de poder que define fronteiras entre o protegido e o exposto. Os resultados mostram uma visão complexa do poder moderno como um campo de tensões an-árquicas, onde diferentes formas de controle se sobrepõem e interagem. A conclusão sugere que a obra de Agamben oferece uma nova perspectiva sobre a fragilidade da proteção jurídica e a persistência do estado de exceção, proporcionando uma compreensão mais rica e dinâmica das relações de poder na modernidade.
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