COMPETÊNCIAS DIGITAIS DA POPULAÇÃO RECLUSA EM PORTUGAL
UM ESTUDO COM O REFERENCIAL DIGCOMP
DOI :
https://doi.org/10.35699/2238-037X.2025.59855Mots-clés :
Competências Digitais, Tecnologias digitais. , Inclusão digital, Formação em contexto prisional.Résumé
A crescente digitalização da sociedade e a necessidade das pessoas serem capazes de comunicar e interagir em ambientes digitais e de dotar todos os cidadãos de competências digitais para o desenvolvimento de uma cidadania ativa, tem-se assumido como uma das preocupações centrais de diversos organismos internacionais. Tendo por referência esta problemática, o presente texto visa produzir conhecimento sobre as competências digitais da população reclusa em Portugal, e linhas orientadoras para processos de formação, em contexto prisional, que contribuam para a inclusão digital. Para a concretização da pesquisa recorremos a uma metodologia de cariz quantitativo, utilizando o Quadro Europeu de Competências Digitais dos Cidadãos (DigComp 2.2) que procura avaliar as perceções dos cidadãos a nível das suas competências digitais. O questionário foi respondido por 374 adultos reclusos de um presídio masculino em Portugal, sendo que os resultados evidenciam uma distribuição desigual dos níveis de proficiência digital, revelando uma realidade marcada por contrastes significativos entre diferentes grupos da população prisional. Em termos gerais, os participantes situam-se entre os níveis intermédio e avançado de proficiência digital, o que indica uma perceção de autonomia funcional em várias tarefas digitais. No entanto, o estudo também nos revela a existência de disparidades relevantes, com uma parte significativa dos cidadãos reclusos a apresentar níveis básicos de proficiência.
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