Arqueologia do Digital

o Antropoceno e o Novaceno de homens e androides no jogo eletrônico Detroit: Become Human

Autores

DOI:

https://doi.org/10.31239/vtg.v15i1.16373

Palavras-chave:

Arqueologia do Digital, jogo eletrônico, Antropoceno, Novaceno, Detroit: Become Human

Resumo

Sob o viés arqueológico denominado archaeogaming (Reinhard, 2018), este artigo tem por objetivo central colaborar com a metodologia de análise de jogos eletrônicos em ambientes digitais a partir do produto Detroit: Become Human, lançado em 2018 pela desenvolvedora francesa Quantic Dream. Serão objetos de análise as paisagens arqueológicas extra e intra-jogo, buscando os tecnofósseis que corroboram a inserção do jogo, enquanto mídia física, no debate sobre o Antropoceno; e, enquanto mídia digital, na recente hipótese de datação geológica, elencada pelo químico e ambientalista James Lovelock denominada Novaceno (Novacene). Pretende-se, assim, apresentar não uma Arqueologia Digital, mas, sim, uma Arqueologia do Digital, escavando e trazendo à luz vestígios que permitam, ao mesmo tempo, o entendimento do uso humano de máquinas cibernéticas, bem como a representação dessas máquinas a partir de códigos de programação intra-jogo escritos por humanos.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Referências

Antonil, A. J. (1982) Cultura e opulência do Brasil. Belo Horizonte: Itatiaia.

Baichwal, J. (Director). (2006) Manufactured Landscapes [Film]. Foundry Films; National Film Board of Canada.

Baichwal, J. et al. (Director). (2018) Anthropocene: The Human Epoch [Film]. Mercury Films.

Beiser, V. (2018) The World in a Grain: the story of sand and how it transformed civilization. New York: Riverhead Books.

Burtynsky, E. et al. (2018) Anthropocene. Gottingen: Steidl.

Carvalho et al. (2011) Emissão de óxido nitroso derivada do cultivo de arroz irrigado em várzeas tropicais inundadas. XXXIII Congresso Brasileiro de Ciência do Solo, 33.

Certini, G. & Scalenghe, R. (2011) Anthropogenic soils are the golden spikes for the Anthropocene. The Holocene, 21. 1269–1274.

Crutzen, P. J. & Stoermer, E. F. (2000) The “Anthropocene”. Global Change Newsletter, 41. 17-18.

Crutzen, P. J. (2002) The “Anthropocene”. J. Phys. IV France, 12 (10). 13-18.

Danaher, J. (2018) Robot Sex: Social and Ethical implications. Massachusetts: MIT Press.

Dibley, B. (2018) The technofossil: a memento mori. Journal of Contemporary Archaeology, 5 (1). doi: 10.1558/jca.33380.

Doughty, C. E. et al. (2010) Biophysical feedbacks between the Pleistocene megafauna extinction and climate: the first human-induced global warming? Geophysical Research Letters, 37, L15703.

Ellis, E. C. (2018) Anthropocene: A Very Short Introduction. Oxford: Oxford University Press.

Foucault, M. (2008) A Arqueologia do Saber. Tradução: Luiz Felipe Baeta Neves. Rio de Janeiro, Forense Universitária, 7 ed.

Gorman, A. (2019) Dr Space Junk vs The Universe – Archaeology and the Future. Massachusetts: MIT Press.

Gunkel, D. J. (2018) Robot Rights. Massachusetts: MIT Press.

Haff, P. K. (2013) Technology as a geological phenomenon: implications for human well-being. Geological Society, London, Special Publications, 395. 301-309. doi:10.1144/SP395.4

Hong, S. et al. (1994) Greenland ice evidence of hemispheric lead pollution two millennia ago by greek and roman civilizations. Science, 265 (5180). 1841-1843.

Huizinga, J. (2019) Homo Ludens. São Paulo: Perspectiva.

Lovelock, J. (1995) Gaia. Um novo olhar sobre a vida na Terra. Lisboa: Edições 70.

Lovelock, J. (2019) Novacene: the coming Age of Hyperintelligence. Massachusetts: MIT Press.

Martire, A. (2012) Arqueologia da paisagem mineira romana: a Hispânia e a Lusitânia. (Unpublished master's thesis). Museu de Arqueologia e Etnologia, Universidade de São Paulo, São Paulo.

Martire, A. (2017) Ciberarqueologia em Vipasca: o uso de tecnologias para a reconstrução-simulação interativa arqueológica. (Unpublished thesis). Museu de Arqueologia e Etnologia, Universidade de São Paulo, São Paulo.

Matarić, M. (2014) Introdução à robótica. São Paulo: Editora Unesp/Blucher.

Merriman, N. (2004) Public Archaeology. Routledge: London.

Molina, M. & Rowland, F. (1974) Stratospheric sink for chlorofluoromethanes: chlorine atom-catalysed destruction of ozone. Nature, 249. 810–812. doi:10.1038/249810a0

Mori, M. (2012) “The uncanny valley”. IEEE Robotics and Automation, 19 (2). 98-100.

Parker, G. (2014) Global Crisis: War, Climate Change and Catastrophe in the Seventeenth Century. New Haven: Yale University Press.

Reinhard, A. (2018) Archaeogaming: An Introduction to Archaeology in and on Video Games. New York: Berghahn Books.

Renfrew, C. & Bahn, P. (1991) Archaeology: theories, methods and practice. London: Thames & Hudson.

Rid, T. (2016) Rise of the machines: a cybernetic history. New York: W. W. Norton & Company, Inc.

Smith, B. D. & Zeder, M. A. (2013) The onset of the Anthropocene. Anthropocene, 4. 8-13.

Steffen, W. et al. (2004).Global change and the Earth System: a planet under pressure. Berlin, Heidelberg, New York: Springer.

Tinwell, A. (2014) The Uncanny Valley in Games and Animation. Boca Raton, London, New York: CRC Press.

Veiga, J. E. (2019) O Antropoceno e a Ciência do Sistema Terra. São Paulo: Editora 34.

Wiener, N (1971) Deus, Golem & Cia. Um comentário sobre certos pontos de contato entre cibernética e religião. Tradução: Leonidas Hegenberg & Octanny Silveira da Mota. São Paulo: Cultrix.

Zalasiewicz, J. et al. (2014) The technofossil record of humans. The Anthropocene Review, 1 (1). doi: 10.1177/2053019613514953

Zalasiewicz, J. et al. (2019) Technofossil Stratigraphy. The Anthropocene as a Geological Time Unit: a guide to the scientific evidence and current debate. Cambridge: Cambridge University Press.

Downloads

Publicado

2021-01-29

Como Citar

Martire, A. da S. (2021). Arqueologia do Digital: o Antropoceno e o Novaceno de homens e androides no jogo eletrônico Detroit: Become Human. Vestígios - Revista Latino-Americana De Arqueologia Histórica, 15(1), 51–76. https://doi.org/10.31239/vtg.v15i1.16373

Edição

Seção

Artigos