Atuação Clínica e Microbiológica da solução de própolis para bochecho em crianças cárie ativas

  • Angelinne Ribeiro Angelo Universidade Federal da Paraíba -UFPB
  • Yana Talita de Souza Silva
  • Ricardo Dias Castro Universidade Federal do Rio Grande do Norte- UFRN
  • Rossana Vanessa Dantas Almeida Universidade Federal da Paraíba -UFPB
  • Wilton Wilney Nascimento Padilha Universidade Federal da Paraíba -UFPB

Resumo

Avaliou-se a atuação clínica e microbiológica da solução para bochecho de própolis em crianças cárie ativas. Para tanto, usou-se a solução de fluoreto de sódio a 0,2% como controle positivo. A atividade antimicrobiana do extrato de própolis foi avaliada em meio de cultura sólido para determinar a Concentração
Inibitória Mínima (CIM) utilizando cepas de S. mutans. A partir da CIM do extrato, foi confeccionada uma solução para bochecho de própolis a 6,25%. A amostra foi composta de 30 crianças cárie ativas, com idades de 8 a 10 anos, divididas aleatoriamente em: GF-Grupo Flúor (Controle) e GP-Grupo Própolis. Foram coletados índices de biofilme dentário (IHOS e PHP), doença gengival (ISG, IG) e contagem de S. mutans de amostra salivar antes (In-inicial) e 24 horas após (Fn-final) a 15ª aplicação das soluções para bochecho. Os resultados
mostraram valores In e Fn para GF: IHOS 2,4/2,0; PHP 0,88/079; IG 0,34/0,11; ISG 13,22/9,15; e UFC/ml 5.05x10²/4,81x10² e para GP: IHOS 2,0/1,86; PHP 0,77/0,65; IG 0,44/0,37; ISG 22,31/13,48; e UFC/ml 9,41x
10²/2,09x 10². A diferença entre In e Fn para GF alcançaram significância estatística pelo teste t para IG (p<0,01), ISG (p<0,05), PHP (p<0,01), IHOS (p<0,01) e, para GP: ISG (p<0,05), PHP (p<0,05), UFC/ml (p<0,05). No cruzamento entre GF (Controle) X GP, obteve significância estatística apenas a UFC/ml (p<0,05). Concluiu-se que o desempenho isolado das soluções testadas foi efetivo, observando-se equivalência nos indicadores clínicos e apenas o GP apresentou redução significativa nos níveis de UFC/ml de S. mutans de
saliva.
Descritores: Própolis. Streptococcus mutans. Antissépticos bucais.

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Biografia do Autor

Angelinne Ribeiro Angelo, Universidade Federal da Paraíba -UFPB
Mestranda em Diagnóstico Bucal pela UFPB
Yana Talita de Souza Silva
Cirurgiã Dentista
Ricardo Dias Castro, Universidade Federal do Rio Grande do Norte- UFRN
Mestrando em Odontologia Preventiva e Social pela UFRN / Professor Substituto do Dept. de Odontologia da UFRN
Rossana Vanessa Dantas Almeida, Universidade Federal da Paraíba -UFPB
Mestre em Odontologia Preventiva e Infantil pela UFPB / Professora de Odontopediatria da FACIMP-MA
Wilton Wilney Nascimento Padilha, Universidade Federal da Paraíba -UFPB
Doutor em Clínica Integrada pela USP / Professor Titular da UFPB

Referências

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resumo 209.
Publicado
2016-03-02
Como Citar
Angelo, A. R., Silva, Y. T. de S., Castro, R. D., Almeida, R. V. D., & Padilha, W. W. N. (2016). Atuação Clínica e Microbiológica da solução de própolis para bochecho em crianças cárie ativas. Arquivos Em Odontologia, 43(3). Recuperado de https://periodicos.ufmg.br/index.php/arquivosemodontologia/article/view/3440
Seção
Artigos