Perfil sociodemográfico, epidemiológico e comportamental dos pacientes atendidos no ambulatório de exodontia da FO-UFRGS e a efetividade dos atendimentos realizados

  • Fernando de Oliveira Andriola Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul - PUCRS
  • Ramona Fernanda Ceriotti Toassi Universidade Federal do Rio Grande do Sul - UFRGS
  • Marcel Fasolo de Paris Universidade Federal do Rio Grande do Sul - UFRGS
  • Carlos Eduardo Espindola Baraldi Universidade Federal do Rio Grande do Sul - UFRGS
  • Angelo Luiz Freddo Universidade Federal do Rio Grande do Sul - UFRGS

Resumo

Objetivo: Identificar o perfil sociodemográfico, epidemiológico, comportamental e de utilização dos serviços dos pacientes atendidos no ambulatório de exodontia da Faculdade de Odontologia, Universidade Federal do Rio Grande do Sul (FO-UFRGS), bem como os principais tipos de procedimentos, técnicas e
condutas empregadas e intercorrências trans/pós-operatórias mais comuns. Material e Métodos: Estudo descritivo retrospectivo. Foram tabulados 877 relatórios cirúrgicos preenchidos pelos alunos da graduação nas atividades das disciplinas de Exodontia e Anestesiologia e Introdução à Exodontia, entre 2011/2 e 2013/1. As informações foram analisadas pelo programa Software Package for Social Sciences (SPSS for Windows, version 18.0, SPSS Inc, Chicago, IL), sendo calculadas as distribuições de frequência das variáveis investigadas. O estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade. Resultados: Os pacientes eram, na maioria, mulheres, entre 30-59 anos, cor de pele branca, ensino fundamental incompleto, além de possuírem uma renda familiar entre 2 e 3 salários mínimos. Em relação aos hábitos comportamentais, 34,4% dos pacientes relatavam fumar e 31,1% disseram consumir bebidas alcoólicas pelo menos uma vez por semana. Quanto à história clínica, 25,1% dos pacientes relataram sofrer de hipertensão, 33,3% eram diabéticos ou tinham algum parente próximo com diabetes, 36,3% estavam em tratamento médico e 54,8% utilizavam um ou mais medicamentos. Em relação aos procedimentos, 39,5% estavam indicados por serem restos radiculares, sendo que em 30,1% dos casos os pacientes já chegavam com a queixa principal de extração. Conclusão: Foi
possível conhecer o perfil sociodemográfico da população estudada – sexo feminino, 30-59 anos, cor de pele branca, ensino fundamental incompleto, renda familiar entre 2-3 salários mínimos – e sua situação de saúde (dados epidemiológicos-comportamentais). A maior parte dos pacientes não fumava, não consumia bebidas alcoólicas e não sofria de hipertensão ou diabetes, porém relatou estar usando um ou mais medicamentos. As intercorrências mais comuns foram hemorragia e lipotímia.
Descritores: Cirurgia bucal. Perfil epidemiológico. Saúde pública.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Fernando de Oliveira Andriola, Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul - PUCRS

Residência em Cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial, Hospital São Lucas, Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), Porto Alegre, RS.

Ramona Fernanda Ceriotti Toassi, Universidade Federal do Rio Grande do Sul - UFRGS
Departamento de Odontologia Preventiva e Social, Faculdade de Odontologia, Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Porto Alegre, RS.
Marcel Fasolo de Paris, Universidade Federal do Rio Grande do Sul - UFRGS
Departamento de Cirurgia e Ortopedia, Faculdade de Odontologia, UFRGS, Porto Alegre, RS.
Carlos Eduardo Espindola Baraldi, Universidade Federal do Rio Grande do Sul - UFRGS
Departamento de Cirurgia e Ortopedia, Faculdade de Odontologia, UFRGS, Porto Alegre, RS.
Angelo Luiz Freddo, Universidade Federal do Rio Grande do Sul - UFRGS
Departamento de Cirurgia e Ortopedia, Faculdade de Odontologia, UFRGS, Porto Alegre, RS.

Referências

1. Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância Sanitária. Guia de vigilância epidemiológica. Brasília, DF, 2005.
2. Sponchiado Júnior EC, Souza TB. Estudo da demanda ambulatorial da clínica de odontologia da Universidade do Estado do Amazonas. Ciên.
Saúde Colet. 2011; 16(Supl 1):993-7.
3. Universidade Federal Do Rio Grande Do Sul. Projeto Político Pedagógico do Curso Diurno de Odontologia: Currículo 2014/1. Brasil;
2014. [acesso em 2014 Abr 11]. Disponível em:.
4. Conselho Federal De Odontologia. Consolidação das normas para procedimentos nos Conselhos de Odontologia. Brasil; 2005. [acesso em 2014 Abr 17]. Disponível em: .
5. Gonçalves R, Pinheiro AR, Cardoso A, Alto Filho RFM, Alto RVM, Corvino MPF. Perfil socioeconômico dos pacientes atendidos nas clínicas dos cursos de especialização da Faculdade de Odontologia da Universidade Federal Fluminense - FOUFF. Rev. Flum. Odontol. 2012:
37(1):15-8.
6. Brandini DA, Poi WR, Mello MLM, Macedo APA, Panzarini SR, Pedrini D et al. Caracterização social dos pacientes atendidos na disciplina de Clínica Integrada da Faculdade de Odontologia de Araçatuba, UNESP. Pesqui. Bras. Odontopediatria Clín. Integr. 2008; 8(2):245-50.
7. Gonçalves R, Pinheiro AR, Cardoso A, Alto Filho RFM, Alto RVM, Corvino MPF. Perfil socioeconômico de pacientes atendidos na clínica do curso de especialização em implantodontia da Faculdade de Odontologia da Universidade Federal Fluminense - FOUFF. Rev. Flum. Odontol. 2011; 36(1):35-8.
8. Guimarães MM, Marcos B. Expectativa de perda de dente em diferentes classes sociais. Rev. CROMG. 1996; 2(1):15-20.
9. Fernandes SKS, Coutinho ACM, Pareira EL. Avaliação do perfil socioeconômico e nível de satisfação dos pacientes atendidos em Clínica
Integrada Odontológica Universitária. RBPS. 2008; 21(2):137-43.
10. Nassri MRG, Silva AS, Yoshida AT. Levantamento do perfil socioeconômico de pacientes atendidos na Clínica Odontológica da Universidade de Mogi das Cruzes e do tratamento ao qual foram submetidos os pacientes. Clínica Endodôntica. RSBO. 2009; 6(3):272-8.
11. Tiedman CR, Linhares E, Silveira JLGC. Clínica Integrada Odontológica: Perfil e expectativas dos usuários e alunos. Pesqui. Bras. Odontopediatria Clin. Integr. 2005; 5(1):53-8.
12. World Health Organization. WHO report on the global tobacco epidemic, 2011: warning about the dangers of tobacco. Geneva: Report; 2011.
13. Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância Sanitária. VIGITEL: vigilância de fatores de risco e proteção para doenças
crônicas por inquérito telefônico. Brasília: Ministério da Saúde, 2013. [acesso em 2014 Jul 16]. Disponível em: uploads/conteudo/919_vigitel_2012.pdf>.
14. Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância Sanitária. Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais. Boletim epidemiológico:
Aids e DST. Brasília: Ministério da Saúde, 2010. [acesso em 2014 Jul 16]. Disponível em: http://www.aids.gov.br/sites/default/files/anexos/
publicacao/2010/45974/vers_o_final_15923.pdf.
15. Paunovich ED, Sadowsky JM, Carter P. The most frequently prescribed medications in the elderly and their impact on dental treatment. Dent. Clin. N. Am. 1997; 41:699-726.
16. Malamed, SF. Manual de Anestesia Local. 6th ed. Rio de Janeiro: Elsevier; 2013.
17. Weil K, Hooper L, Afzal Z, Esposito M, Worthington HV, van Wijk A, et al. Paracetamol for pain relief after surgical removal of lower wisdom teeth. Cochrane Database of Syst. Rev. 2013; 18(3):1-52.
18. American Society of Anesthesiologists. ASA Physical status classification system. [acesso em 2014 Jul 16]. Disponível em: http://www.asahq.org/Home/For-Members/Clinical-Information/ASA-Physical-Status-Classification-System.
Publicado
2016-06-14
Como Citar
Andriola, F. de O., Ceriotti Toassi, R. F., de Paris, M. F., Baraldi, C. E. E., & Freddo, A. L. (2016). Perfil sociodemográfico, epidemiológico e comportamental dos pacientes atendidos no ambulatório de exodontia da FO-UFRGS e a efetividade dos atendimentos realizados. Arquivos Em Odontologia, 51(2). Recuperado de https://periodicos.ufmg.br/index.php/arquivosemodontologia/article/view/3683
Seção
Artigos