Maria José de Queiroz e a cartografia poética da alma mineira
o real e o seu duplo, ritual da memória e da epifania
DOI:
https://doi.org/10.35699/2317-2096.2025.58915Palavras-chave:
Maria José de Queiroz, literatura brasileira, poesia, identidade mineira, ritual da memóriaResumo
A poesia de Minas Gerais ocupa um espaço singular na literatura brasileira, marcada pela introspecção, pela musicalidade melancólica e pela relação íntima com a memória e o tempo. Dentro dessa tradição, Maria José de Queiroz destaca-se por uma escrita que articula o lirismo memorialista, a nostalgia do passado perdido, estruturando sua obra como verdadeiro ritual de evocação e resistência, bem como o “exercício da fiandeira”, ou seja, o ato de fiar sendo artifício de construção e criação poética. Este artigo propõe analisar como a autora mineira incorpora, em sua poesia, a memória pessoal e coletiva como elementos rituais de preservação da identidade, enquanto sua voz literária se entrelaça com a herança cultural de Minas. Pretende-se analisar e fundamentar criticamente a relação entre poesia, identidade mineira e memória presentes nos poemas “Minas além do som, Minas Gerais” e “Minas Gerais, estados d’alma”, do livro Como me contaram... fábulas historiais (1973) e, além disso, do poema “Três à mesa”, do livro Desde longe (2016). Para tanto, utilizam-se os autores como: Lyslei Nascimento (1995; 2020), Melânia Silva de Aguiar (2007), Pierre Nora (1993), Arnold Van Gennep (2011), dentre outros.
Referências
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