O cronotopo sertão
espaço e tempo no Antropoceno
DOI:
https://doi.org/10.35699/2317-2096.2026.63343Palavras-chave:
Antropoceno, Os sertões, colonialismo, teoria literária, agência, paisagemResumo
O artigo busca criar um novo conceito de cronotopo a partir da formulação original de Mikhail Bakhtin, tendo em conta as mudanças epistemológicas a que são submetidos os conceitos de tempo e espaço nos estudos desenvolvidos no Antropoceno. Pesquisadores como Bruno Latour (2020; 2021) e Anna Tsing (2015; 2023) vêm se debruçando sobre as noções transformadas de agência, natureza, cultura, história e humano, por exemplo, como indício de um tempo de ruptura epistêmica. Este texto operará algumas dessas observações para repensar o cronotopo literário. Ele visa, além disso, e ainda de modo preliminar, testar o “novo cronotopo” no “sertão” narrado por Euclides da Cunha, em Os sertões, investindo, também, em uma breve discussão sobre o conceito de paisagem.
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