O cronotopo sertão

espaço e tempo no Antropoceno

Autores

DOI:

https://doi.org/10.35699/2317-2096.2026.63343

Palavras-chave:

Antropoceno, Os sertões, colonialismo, teoria literária, agência, paisagem

Resumo

O artigo busca criar um novo conceito de cronotopo a partir da formulação original de Mikhail Bakhtin, tendo em conta as mudanças epistemológicas a que são submetidos os conceitos de tempo e espaço nos estudos desenvolvidos no Antropoceno. Pesquisadores como Bruno Latour (2020; 2021) e Anna Tsing (2015; 2023) vêm se debruçando sobre as noções transformadas de agência, natureza, cultura, história e humano, por exemplo, como indício de um tempo de ruptura epistêmica. Este texto operará algumas dessas observações para repensar o cronotopo literário. Ele visa, além disso, e ainda de modo preliminar, testar o “novo cronotopo” no “sertão” narrado por Euclides da Cunha, em Os sertões, investindo, também, em uma breve discussão sobre o conceito de paisagem.

Biografia do Autor

  • Carolina Correia dos Santos, Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ) | Cidade | RJ | BR

    Doutora em Teoria Literária e Literatura Comparada pela Universidade de São Paulo (USP) e professora de Teoria da Literatura na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). Foi pesquisadora Pós Doutorado Nota 10 - FAPERJ na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e pesquisadora visitante (CAPES) na Universidade de Columbia em Nova York. Atua, principalmente, nos seguintes âmbitos: literatura comparada, teoria literária, teoria pós-colonial, filosofia feminista e humanidades ambientais. É autora de Na ponta da língua: literatura, política e violência em Os sertões, Native Son e Cidade de Deus (2021, EdUERJ) e Jaguaretama: o mundo imperceptível de "Meu tio o Iauaretê" (2022, 7Letras/Faperj). É líder do GELA (Grupo de Estudos de Literatura no Antropoceno) e bolsista JCNE-FAPERJ. Desde janeiro de 2026, desenvolve pesquisa no Ibero-Amerikanisches Institut, em Berlim, com bolsa Capes-Humboldt (AvH Stiftung)

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Publicado

2026-06-08

Edição

Seção

Dossiê: O que podem a arte e a literatura frente à crise socioecológica?

Como Citar

O cronotopo sertão: espaço e tempo no Antropoceno. (2026). Caligrama: Revista De Estudos Românicos, 31(1), 56-70. https://doi.org/10.35699/2317-2096.2026.63343