O grotesco e o excessivo em Meu destino é pecar

Autores/as

DOI:

https://doi.org/10.35699/2317-2096.2025.59226

Palabras clave:

Nelson Rodrigues, grotesco, excessivo

Resumen

Nelson Rodrigues é reconhecido pela exploração de aspectos psicológicos, míticos e sociais de seus personagens, que costumam não conseguir controlar seus afetos e pulsões. Isso resulta muitas vezes em atitudes, discursos, comportamentos e mesmo aparências físicas marcadas pelo grotesco e o excessivo. Tais características, que estão no cerne de sua estética, celebrizaram-no como dramaturgo, romancista e contista. Nos seus folhetins, no entanto, o escritor leva o grotesco e o excessivo ao paroxismo, mantendo a tensão da narrativa sempre no limite máximo até o desfecho apaziguador, típico do gênero. Este artigo focaliza o primeiro folhetim de Nelson, mostrando suas peculiaridades e sua coerência com as concepções literárias do autor.

Biografía del autor/a

  • Adriano de Paula Rabelo, Universidade Federal de Kazan (КФУ) Kazan | República do Tartaristão | RU

    - Jovem Pesquisador ligado ao Departamento de Artes da Unicamp;

    - Pós-doutor em Teoria Literária pela Unicamp;

    - Doutor em Literatura Brasileira pela Universidade de São Paulo;

    - Mestre em Literatura Brasileira pela Universidade de São Paulo.

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Publicado

2025-09-04

Cómo citar

O grotesco e o excessivo em Meu destino é pecar. (2025). Caligrama: Revista De Estudos Românicos, 30(2), 124–139. https://doi.org/10.35699/2317-2096.2025.59226