EDUCAÇÃO E PANDEMIA:

OUTRAS OU REFINADAS FORMAS DE EXCLUSÃO?

Autores

  • Ana Elisa Spaolonzi Queiroz Assis Faculdade de Educação - Universidade Estadual de Campinas e Faculdade de Direito do Sul de Minas https://orcid.org/0000-0003-3759-4845

Palavras-chave:

Educação, Direitos fundamentais, Covid-19, Exclusão.

Resumo

O objetivo do artigo é analisar discursos proferidos por professores e estudantes no âmbito dos órgãos de gestão democrática educacionais públicos, enfatizando aspectos excludentes que tendem a destacar perspectivas de inovação, pró-atividade e/ou sucesso. Recorre-se à argumentação conceitual, de forma a problematizar as categorias analíticas que emergiram desse processo, quais sejam: necessidade, tranquilidade e facilidade. A categoria discursiva de “necessidade”, é sustentada tanto a partir de discursos individualistas, como “preciso me formar”, quanto coletivistas: “importante fazer o que for possível”. Já a categoria de “tranquilidade”, vem acompanhada de um discurso que pressupõe familiaridade com as ferramentas e o modelo remoto: “é intuitivo”, “é só usar”, “sempre existiu a plataforma, todos deveriam usar e saber usar”. E por fim, a categoria da “facilidade”, que se pauta na generalização sem conhecimento de causa, traduzida em frases como: “mas todo mundo tem um celular hoje em dia”. Conclui-se questionando a validade dos argumentos ao exasperarem fatores de exclusão em lugar de mitigá-los.

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Biografia do Autor

Ana Elisa Spaolonzi Queiroz Assis, Faculdade de Educação - Universidade Estadual de Campinas e Faculdade de Direito do Sul de Minas

Departamento de Políticas, Administração e Sistemas Educacionais - DEPASE

Publicado

2021-05-12

Edição

Seção

Palavra Aberta