DISPOSITIVOS FORMATIVOS NAS LICENCIATURAS:

ANÁLISE DE EXPERIÊNCIAS BRASILEIRAS À LUZ DA LITERATURA FRANCÓFONA

Autores

Palavras-chave:

formação de professores, literatura francófona, práticas pedagógicas, dispositivos de formação

Resumo

Muito se discute, do ponto de vista teórico, a formação inicial de professores, a despeito de se saber pouco do que se passa no âmbito das licenciaturas brasileiras. Com base em resultados inéditos de pesquisa anterior, aqui ampliados e aprofundados, o objetivo deste artigo é duplo: (a) analisar e divulgar as propostas pedagógicas voltadas à formação inicial docente nos países francófonos, importante grupo de referência no Brasil e (b) verificar como – e com quais configurações – aspectos afeitos a essa literatura aparecem no país. Para tanto, recorreu-se às experiências vencedoras do Prêmio Professor Rubens Murillo Marques (PPRMM), que valoriza o formador de professores e divulga as experiências que contribuem para aprendizagem da docência. Os resultados indicam que, apesar dos entraves de ordem macro, há também iniciativas pontuais que conseguem promover a unidade entre teoria e prática, ao favorecer a aproximação do licenciando com a escola em outros momentos do curso que não apenas nas disciplinas de estágio. Com isso, os futuros professores aprendem a utilizar as teorias disponibilizadas nas universidades no contexto de escolas de educação básica, refletindo, analisando e questionando os dispositivos que utilizam, à luz dos resultados esperados e obtidos.

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Biografia do Autor

Dra. Gisela Tartuce, Fundação Carlos Chagas

Possui graduação em Ciências Sociais pela Universidade de São Paulo (1996), mestrado (2002) e doutorado (2007) em Sociologia pela mesma Instituição. É pesquisadora da Fundação Carlos Chagas desde 1997, tendo desenvolvido projetos de pesquisa com os seguintes temas: relação escola-trabalho, transição escola-trabalho, qualificação profissional, jovens, juventude, ensino médio e políticas educacionais. É editora executiva de Cadernos de Pesquisa, revista de estudos e pesquisas em educação da Fundação Carlos Chagas. É orientadora pelo Sedes Sapientiae e atualmente realiza curso de aperfeiçoamento "Abordagem psicanalítica da adolescência,", na mesma instituição.

Profa. Dra. Cláudia Davis, Fundação Carlos Chagas e Pontifícia Universidade Católica de São Paulo

Bacharel em Ciências, com área de concentração em Psicologia, pela universidade de Stanford (CA, USA); mestrado em Psicologia Experimental e doutorado em Psicologia Escolar e do Desenvolvimento Humano, ambos pela Universidade de São Paulo (USP-SP). Foi Diretora de Projetos Especiais e da Diretoria Técnica da Fundação para o Desenvolvimento da Educação/FDE da Secretaria de Educação do Estado de São Paulo (1995-1997), no Governo Mário Covas. Atuou como professora Visitante do Programa de Mestrado e Doutorado da Universidade de Buenos Aires/UBA (1997-2004) e ministrou cursos de verão na universidade de Seton Hall (NJ, USA, 2008 e 2009) e em Luanda (Angola) sobre currículo da escola básica (2013 e 2014). Assessorou várias agências nacionais e estrangeiras. Foi superintendente de Educação e Pesquisa da Fundação Carlos Chagas/FCC, membro da Comissão Assessora da Prova Nacional de Concurso para Ingresso na Carreira Docente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira/INEP; da Associação Nacional de Pós Graduação e Pesquisa em Educação/ANPEd. Atualmente, é pesquisadora Sênior da Fundação Carlos Chagas/FCC (1981-2020) e Professora Titular do Programa de Pós Graduação em Educação: Psicologia da Educação da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo/PUC-SP (1989-2020). Integra o Corpo Editorial dos periódicos Cadernos de Pesquisa (FCC/SP), Psicologia da Educação (PUC/SP) e Educación y Ciencia (Santo Domingo). É parecerista ad-hoc da Fundação de Amparo a Pesquisa do Estado de São Paulo/FAPESP e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Cientifico e Tecnológico/CNPq. Conta com mais de 80 orientações de mestrado e doutorado concluídas e 13 em andamento (06 de mestrado e 07 de doutorado). Sua atuação tem incidido nos seguintes temas: ensino-aprendizagem, avaliação educacional, formação de professor (inicial e continuada), trabalho/atividade docente, desenvolvimento e aprendizagem, psicologia do desenvolvimento humano, autorregulação da conduta, metacognicão e competências e habilidades do século XXI. 

Profa. Dra. Patrícia Albieri Almeida, Fundação Carlos Chagas e Unasp

ossui graduação em Pedagogia pela Universidade de Taubaté (1991), Mestrado em Educação pela Universidade Estadual de Campinas (1999) e Doutorado em Educação pela Universidade Estadual de Campinas (2005). Atualmente é pesquisadora plena da Fundação Carlos Chagas, professora permanente do Mestrado profissional em Educação do Unasp e professora visitante do Mestrado profissional em Educação da Unitau. Tem experiência na área de Educação, com ênfase em Formação de Professores, atuando principalmente nos seguintes temas: formação inicial e continuada de professores, desenvolvimento e conhecimento profissional. Integra a Rede de Estudos sobre Desenvolvimento Profissional Docente (REPED). 

Publicado

2022-01-13

Edição

Seção

Dossiê - Formação Docente e Práticas Pedagógicas: tempos, tensões e invenções