A DESMATERIALIZAÇÃO DA ESCOLA NA EDUCAÇÃO DO PORVIR:

UMA ANÁLISE DE DISCURSOS CONTEMPORÂNEOS

Autores

  • Bruno da Mata Farias USP
  • Valeria Cazetta USP
  • Ana Laura Godinho Lima USP

Palavras-chave:

Discurso, Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC), Desemparedamento da infância, Educação, COVID-19

Resumo

Objetivamos neste texto analisar os efeitos dos relatórios de Edgard Faure (1973) e de Jacques Delors (1996) acerca da desmaterialização da escola acelerada pela pandemia de COVID-19. A agenda desses dois relatórios gira em torno do encontro entre educação e Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC), via um conjunto de recomendações relativo a como tornar mais eficaz o ensino e a aprendizagem dos estudantes mediados pelo uso de pedagogias alternativas em estreita conexão com recursos audiovisuais e de internet. Decorrente dessa problemática, eis nossa hipótese de trabalho: o discurso sobre a sociedade da aprendizagem, que enaltece o uso das novas tecnologias no ensino, paralelo ao discurso sobre o desemparedamento da infância, que defende a educação das crianças em contato direto com a natureza aproximam-se em seu efeito de promover a desmaterialização da escola, enquanto a pandemia criou o contexto no qual a desmaterialização se tornou temporariamente inevitável. Dentre as conclusões, destacamos  que, no contexto urbano atual, perpassado por uma ideia de educação no sentido de que todos os artefatos são educativos, o aprendizado se tornou a plataforma dos espaços-ambiências já desemparedados e desmaterializados.

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Biografia do Autor

Bruno da Mata Farias, USP

Mestre em Filosofia pelo Programa de Pós Graduação em Estudos Culturais da Escola de Artes, Ciências e Humanidades - USP, na área de concentração Cultura, Educação e Saúde. Especialista em Psicologia Política pela EACH-USP. Bacharel em Gestão de Políticas Públicas pela EACH - USP. Integrante do GEPSIPOLIM (Grupo de Estudos em Psicologia Política, Políticas Públicas e Multiculturalismo). Integrante do MIRAGEM (Grupo de Pesquisa em Culturas Visuais e Experimentações Geográficas). Integrante do grupo Competência em Informação e processos inter-relacionados. Trabalha na gestão pública como Gerente de Serviços para população de rua no Centro de Temporário de Acolhimento - Anhangabaú.

Valeria Cazetta, USP

Professora da Escola de Artes, Ciências e Humanidades da Universidade de São Paulo (EACH-USP). Possui graduação em Geografia, mestrado e doutorado na mesma área. Realizou estágio pós-doutoral em Didática da Geografia e Cartografia, na Universidad Politécnica de Madrid, Espanha (UPM), com bolsa de pesquisa Capes. Foi bolsista do Programa Nacional de Pós-Doutorado (PNPD/Capes) com o pós-doutorado em educação pela Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC). Coordena o Grupo de Pesquisa em Culturas Visuais e Experimentações Geográficas, certificado pelo Diretório dos Grupos de Pesquisa no Brasil, e integra a rede internacional de pesquisa ?Imagens, Geografias e Educação?. Atua como professora e orientadora credenciada no Programa de Pós-Graduação em Estudos Culturais da Universidade de São Paulo (USP). Desenvolve trabalhos de pesquisa multidisciplinares, na fronteira entre imagens (mapas, fotografias, tatuagens, imagens orbitais, desenhos e produção de narrativas audiovisuais), estudos culturais, geografia e educação.

Ana Laura Godinho Lima, USP

Ana Laura Godinho Lima é professora da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo. É licenciada em Pedagogia (1996), mestre (1999), doutora (2004) e livre-docente (2020) em Educação pela Faculdade de Educação da USP. Pesquisadora contemplada no Edital Sabático 2021, do Instituto de Estudos Avançados em parceria com a Pró-Reitoria de Pesquisa, com o projeto "Efeitos do Ambiente no Desenvolvimento Psicológico e na Educação: análise de discursos. Realizou, como parte das atividades do doutorado, um estágio de pesquisa na Universidade de Wisconsin-Madison, sob a orientação do Prof. Dr. Thomas S. Popkewitz. É professora da área de Psicologia da Educação. Suas pesquisas e publicações inserem-se nos campos da Psicologia da Educação e da História da Educação e dedicam-se à análise dos discursos especializados da psicologia sobre a criança e sua educação a partir da perspectiva de uma histórica. Participa dos projetos de pesquisa interinstitucionais "Exclusão escolar na escola brasileira: persistências e resistências (1920-2020)", "O ensino de história da educação em perspectiva comparada: formação de professores, programas de ensino e manuais disciplinares no Brasil e em Portugal (sécs. XIX e XX)" desenvolvidos com financiamento do CNPq e é pesquisadora associada ao Projeto Temático FAPESP que tem como título SABERES E PRÁTICAS EM FRONTEIRAS: por uma história transnacional da educação (1810-...).

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Publicado

2022-08-22

Edição

Seção

Artigos