Movimento de sankofa como estratégia de sobrevivência em Roteiro Para Aïnouz, vol. 2

Autores

  • Beatriz Lima do Prado Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro

DOI:

https://doi.org/10.17851/1982-0739.29.1.47-63

Palavras-chave:

rap, sankofa, Roteiro para Aïnouz, vol.2, resistência

Resumo

O objetivo deste artigo é mostrar de que forma o rap, que se estabiliza no Brasil na década de 80, se tornou potente meio de resisistência contra a violência destinada a determinadas populações desde o empreendimento colonial. A partir da análise do álbum Roteiro para Aïnouz, vol. 2, do rapper cearense Don L, este artigo procura examinar a maneira com que as expressões artísticas podem ser tanto plataforma para a denúncia de uma realidade opressora, quanto espaço especulativo para a construção de novos e positivos imaginários. Por fim, é observado de que forma o projeto de nação proposto pela linha conceitual da obra se alia ao princípio africano de sankofa, ao passo que resgata a sabedoria ancestral para delinear um cenário utópico de (re)humanização da população colonizada.

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Biografia do Autor

  • Beatriz Lima do Prado, Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro

    Mestranda pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (Rio de Janeiro - RJ).

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Publicado

2024-03-06

Como Citar

PRADO, Beatriz Lima do. Movimento de sankofa como estratégia de sobrevivência em Roteiro Para Aïnouz, vol. 2. Em Tese, Belo Horizonte, v. 29, n. 1, p. 47–63, 2024. DOI: 10.17851/1982-0739.29.1.47-63. Disponível em: https://periodicos.ufmg.br/index.php/emt/article/view/56327. Acesso em: 13 jan. 2026.